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Brasília - O Banco Central
norte-americano (Fed) não descarta novos cortes nas taxas de
juros. Dependerá da repercussão das recentes
turbulências financeiras sobre a economia do país,
afirmou o Fed em nota explicativa sobre a redução dos
juros de 3,5% para 3% promovida nesta quarta-feira (30).
De acordo com
informações da Agência Telam, as especulações
das últimas horas apontavam um corte de 0,25 ponto percentual.
A desaceleração da economia norte-americana teria
levado ao corte mais drástico na taxa de juros.
Segundo dados
preliminares do Departamento de Comércio dos Estados Unidos,
divulgados pela Telam, a economia do país cresceu apenas 0,6%
no último trimestre de 2007 em relação ao mesmo
período do ano anterior - metade dos 1,2% esperados. Trata-se
do menor ritmo de crescimento do PIB dos últimos cinco anos.
Ontem, o Fundo
Monetário Internacional (FMI) reduziu de 1,9% para 1,5% a
previsão de crescimento dos Estados Unidos para este ano.
Na nota explicativa
divulgada hoje, o Fed frisa que "informações
recentes indicam um aprofundamento da contração no
setor de moradia e uma tendência similar nos mercados de
trabalho".
Para impulsionar o
crescimento do país e prevenir uma recessão, o
presidente George W. Bush lançou, na última semana, um
pacote de medidas de incentivo que prevê, entre outras coisas,
reembolsos de impostos entre US$ 300 e US$ 1.200.
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