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30 de Janeiro de 2008 - 19h59 - Última modificação em 30 de Janeiro de 2008 - 20h10


Parque da Serra da Capivara pode entrar na lista de patrimônios mundiais em risco, diz Unesco

Irene Lôbo
Repórter da Agência Brasil

 
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Wilson Dias/ABr
Brasília - Representante no Brasil Unesco, Vicent Defourny, se reúne com coordenadora do Setor de Cultura da Unesco, Jurema Machado, e a diretora-geral da Fundação Museu do Homem Americano e responsável pelo parque, Niède Guidon
Brasília - Representante no Brasil Unesco, Vicent Defourny, se reúne com coordenadora do Setor de Cultura da Unesco, Jurema Machado, e a diretora-geral da Fundação Museu do Homem Americano e responsável pelo parque, Niède Guidon
Brasília - Caso o governo brasileiro não se comprometa a enviar recursos para a manutenção e preservação do Parque Nacional da Serra da Capivara, o local poderá entrar na lista dos patrimônios mundiais da humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em risco. O alerta é do representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny.

Localizada no município de São Raimundo Nonato (PI) e com o maior acervo de pinturas rupestres (feitas pelo homem pré-histórico em cavernas) das Américas, o Parque Nacional da Serra da Capivara recebeu o título de Patrimônio Mundial pela Unesco em 1991. Para conseguir a honraria, o Brasil se comprometeu internacionalmente a preservar o parque e todo o seu patrimônio.

“É muito importante entender que o mecanismo da Convenção Internacional de 1972 (que criou os patrimônios mundiais) é um compromisso do país quando apresenta uma candidatura ao Comitê Internacional de dizer que o seu sítio tem um valor excepcional e querer que seja reconhecido através do mecanismo do patrimônio mundial, se comprometendo a preservar e promover aquele lugar”, afirma Defourny.

O representante da Unesco recebeu hoje (30) a diretora-geral da Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham) e responsável pelo parque, a arqueóloga Niède Guidon. Ela veio a Brasília pedir ao governo federal um orçamento mensal fixo de R$ 400 mil, para os próximos cinco anos, para pagar os funcionários que trabalham nas 28 guaritas do parque.

Defourny explicou que não cabe à Unesco encontrar as soluções de gestão do parque, mas sim ao governo federal. Apesar disso, o representante se comprometeu a tentar conversar com a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, e com o ministro da Cultura, Gilberto Gil, pedindo que o governo elabore um projeto para o repasse de recursos pelos próximos cinco anos.

Ele também se comprometeu a comunicar a situação relatada por Niède ao Centro de Patrimônio Mundial da Unesco, em Paris.


 


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