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30 de Janeiro de 2008 - 20h38 -
Última modificação
em 21 de Fevereiro de 2008 - 18h33
Parque com acervo de pinturas rupestres pode se tornar auto-sustentável, afirma arqueóloga
Irene Lôbo
Repórter da Agência Brasil
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Wilson Dias/Abr
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Brasília - A arqueóloga Niède Guidon, que faz pesquisas no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, diz que o local poderá ser fechado no dia 31 por falta de verba para pagar funcionários
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Brasília - O Parque Nacional da
Serra da Capivara poderá se tornar auto-sustentável
depois que os investimentos na área de turismo forem feitos na
região. Essa é a opinião da diretora-geral da
Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham) e
responsável pelo parque, a arqueóloga Niède
Guidon.
Ela veio a Brasília
solicitar ao governo federal um orçamento mensal fixo de R$
400 mil, para os próximos cinco anos, para pagar os
funcionários que trabalham nas 28 guaritas que protegem o
patrimônio arqueológico do parque, localizado em
São Raimundo Nonato (PI). Depois desse período, a especialista
acredita que o parque consiga os recursos necessários para bancar seus próprios custos.
De acordo com a
arqueóloga, próximo ao Parque Nacional da Serra da
Capivara já está sendo construído um aeroporto
internacional. As obras, que contam com recursos da ordem de R$ 18
milhões do Ministério do Turismo, estão
previstas para serem concluídas na metade do próximo
ano.
Segundo Niède, algumas empresas hoteleiras
internacionais já manifestaram interesse em se instalar na
região. Após esse período, ela acredita que o
local conseguirá se tornar auto-sustentável, obtendo
recursos por meio do turismo.
“Assim que o
aeroporto estiver pronto vamos ser auto-suficientes”, garante.
O
projeto turístico da região inclui ainda a construção
de estradas, passarelas, chalés, acampamentos e tendas para a
observação noturna de animais, além do museu já
existente. Com tudo isso, a arqueóloga estima que a região
deverá atrair uma média de 3 milhões de turistas
por ano.
No fim deste mês,
expira o aviso prévio de 62 dos 84 funcionários da
Fumdham que ainda são os responsáveis pela guarda de
toda a área do parque, mais de 240 quilômetros de
perímetro, ou 140 mil hectares. Niède Guidon afirma que
o patrimônio corre o risco de “fechar as portas” por causa
da falta de recursos.
O Parque Nacional da
Serra da Capivara possui o maior acervo de pinturas rupestres (feitas
pelo homem pré-histórico em cavernas) das Américas. Além de sua riqueza arqueológica, é uma área de preservação da caatinga e um pólo de turismo. Em 1991, o parque recebeu o título de
Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
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