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30 de Janeiro de 2008 - 15h09 - Última modificação em 30 de Janeiro de 2008 - 15h09


Temporão garante que haverá distribuição de camisinhas para todos

Lana Cristina
Repórter da Agência Brasil

 
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Valter Campanato/ABr
Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, fala a emissoras de rádio sobre temas como incidência de dengue em 2007, distribuição de preservativos no carnaval e febre amarela
Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, fala a emissoras de rádio sobre temas como incidência de dengue em 2007, distribuição de preservativos no carnaval e febre amarela
Brasília - A distribuição de camisinhas no carnaval está garantida para todas as pessoas que precisarem. A afirmação é do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que participou hoje (30) de entrevista à rede de rádios parceiras da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Ele afirmou que a orientação a todos os gestores de saúde, seja nos estados ou nos municípios, é entregar o preservativo a todos. Organizações não-governamentais denunciaram nos últimos dias que não havia estoque suficiente ou, como no caso de Salvador, que homossexuais foram excluídos da distribuição gratuita de camisinhas.

“Nós distribuímos 20 milhões de camisinhas para o carnaval. Vamos distribuir 600 milhões de preservativos masculinos este ano. Fizemos uma compra de 1 bilhão de preservativos, o que nos vai dar a garantia de que as pessoas tenham acesso com regularidade. O governo garante [a distribuição]", afirmou o ministro

"Os preservativos estão nos estados e capitais. Ontem falei com secretário de saúde de Salvador. E podem todos ficar tranqüilos que os preservativos estarão disponibilizados não só carnaval, mas durante todo o ano”, concluiu.

Temporão lamentou o posicionamento da Arquidiocese de Recife e Olinda que entrou com ação contra a distribuição da pílula do dia seguinte na região.

“A pílula do dia seguinte é um medicamento de exceção, para ser usado em ocasiões de extrema necessidade. Mas a ciência já mostrou que ela não é abortiva. A pílula impede a fecundação e acredito que as mulheres tenham o direito a essa medicação”, defendeu.

O ministro considerou a atitude da Igreja inadequada, mas reconheceu que, em questão de saúde pública, é absolutamente normal a polêmica.


 


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