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31 de Janeiro de 2008 - 20h55 -
Última modificação
em 31 de Janeiro de 2008 - 20h55
Mulheres de militares que reivindicam reajuste salarial são recebidas no Planalto
Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
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José Cruz/ABr
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Brasília - Mulheres de militares protestam na rampa do Congresso Nacional contra o aumento do salário dos parlamentares.
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Brasília - Ao lado de alguns reservistas, mulheres e parentes de integrantes das três Forças Armadas foram recebidas hoje (31), após manifestação na Praça dos Três Poderes, por João Bosco Calais Filho, da Secretaria Nacional de Articulação Social, responsável pelo atendimento à sociedade civil organizada, no Palácio do Planalto.
Segundo a presidente da União Nacional das Esposas de Militares das Forças Armadas (Unemfa), Ivone Luzardo, o secretário adjunto recebeu cinco representantes do movimento e pediu que apresentem um documento com as principais reivindicações, a ser encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além da recomposição total das perdas salariais, explicou Luzardo, os manifestantes querem que Lula envie ao Congresso Nacional mensagem solicitando a votação da Medida Provisória 2.215, que trata da reestruturação da remuneração dos militares e tramita desde agosto de 2001.
“Vamos preparar um documento com as nossas reivindicações e protocolar até amanhã (1º), pedindo uma audiência com o presidente”, disse a presidente da Unemfa, ao acrescentar que Calais se comprometeu a responder ao grupo na próxima quarta-feira (6).
Em razão da negociação com Calais, as mulheres decidiram cancelar a manifestação que fariam no dia 10, durante a cerimônia de troca da bandeira, na Praça dos Três Poderes. Mas Ivone Luzardo avisou que "a cobra vai fumar" se o governo não concordar com as reivindicações e concluir a negociação salarial em andamento desde 2007.
E disse ao grupo: "Preparem suas barracas. Nós passaremos a noite do primeiro sábado de março acampadas aqui. Não haverá troca de bandeira no primeiro domingo de março caso o presidente não assuma o compromisso com os militares”.
Casada com um sargento ainda na ativa, Maria Antonia Ribeiro da Silva, disse que o filho foi obrigado a deixar a faculdade porque a família não conseguia pagar as mensalidades. E que é grande o número de militares endividados e insatisfeitos. "Muitos não vêm participar porque têm medo. Há represálias, até mesmo contra as mulheres”, afirmou.
O segundo-sargento do Exército Genivaldo da Silva exibia o contracheque e reclamava dos R$ 3.038 que recebe após 32 anos de serviço. “Reservistas e militares da ativa não têm mais condições para suportar as perdas salariais”, disse.
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