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Brasília - Com a divulgação
de que o desmatamento na Amazônia atingiu 3.235 quilômetros
quadrados, entre agosto e dezembro de 2007, o Tribunal de Contas da
União (TCU) quer aumentar o controle ambiental nos projetos de
assentamento na região.
O TCU deu um prazo de 180 dias para
que o Instituto nacional de Colonização e Reforma
Agrária (Incra) regularize os assentamentos que não
tenham licença ambiental, conforme determinação
do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
Para assegurar o
uso sustentável das áreas, o tribunal determinou que o
Incra providencie estudos de viabilidade ambiental e econômica
dos assentamentos além da demarcação e da
averbação das reservas legais na Amazônia.
A
assessoria de imprensa do Incra informou que um grupo de trabalho
prepara um planejamento para cumprir a determinação do
TCU, e que até março haverá uma proposta para
regularização ambiental dos assentamentos.
Segundo o
Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), os
assentamentos rurais foram responsáveis por 15% de todo o
desmatamento acumulado até 2004.
Historicamente, os
estados do Pará e do Mato Grosso são os que mais
desmatam. Conforme o boletim Transparência Florestal, do
Imazon, 14% do desmatamento registrado em dezembro de 2007 no Pará
ocorreram em áreas de assentamento. No Mato Grosso, esse
percentual foi de 12%, em novembro.
No ano passado, a Justiça
Federal interditou 99 projetos de assentamento criados desde 2005 no
oeste do Pará, porque os assentamentos não cumpriram a
lei que determina o licenciamento ambiental pelo Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
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