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31 de Janeiro de 2008 - 17h59 - Última modificação em 31 de Janeiro de 2008 - 18h12


Bloco da Camisinha abre carnaval em Salvador

Hugo Costa
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Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Salvador (BA) - Funcionária da Fundação FioCruz da Bahia arruma parte das mais de 6 mil latas de leite em pó que foram trocadas por abadás pelos foliões do Bloco da Camisinha, que sai hoje no Circuito Osmar, no bairro Campo Grande
Salvador (BA) - Funcionária da Fundação FioCruz da Bahia arruma parte das mais de 6 mil latas de leite em pó que foram trocadas por abadás pelos foliões do Bloco da Camisinha, que sai hoje no Circuito Osmar, no bairro Campo Grande
Salvador - A folia nos três circuitos mais importantes do carnaval da capital baiana começa hoje. Nos desfiles do percurso do bairro do Campo Grande, área central da cidade, um dos destaques da noite é o Bloco da Camisinha. Pela 13ª vez consecutiva, um trio elétrico vai para a avenida na tentativa de conscientizar os foliões da importância do uso de preservativos.

“A intenção do bloco é levar informação para o controle das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), principalmente da aids. Nós fazemos uma distribuição de camisinhas nas ruas, mas também levamos informações importantes e valiosas, de maneira objetiva, sobre como e porque se prevenir com o uso da camisinha”, explica o diretor do bloco, o médico Mitermeyer Galvão dos Reis.

Cerca de 30 mil preservativos serão distribuídos pelo bloco durante o carnaval. O abadá – vestimenta que serve como ingresso durante a festa – dos foliões da organização carnavalesca foi fornecido para doadores de leite em pó. Durante o período de trocas, mais de seis mil latas do produto foram arrecadadas para distribuição em centros de tratamento de portadores do vírus da aids.

Segundo Mitermeyer, apesar da ausência de pesquisas que comprovem a relação da maior incidência de doenças relacionadas ao sexo sem proteção e o carnaval, os dados disponíveis indicam que, nesse período, aumenta a negligência em relação ao uso de preservativos.

“Existe uma série histórica que indica que, 15 dias após o carnaval, há um acréscimo dos casos de DSTs, como gonorréia e  sífilis. Também tem se observado historicamente que há um maior número de registros de abortos três meses após o carnaval”, disse o médico.

O Bloco da Camisinha, idealizado pela Fundação Oswaldo Cruz, tem saída prevista para às 21h30 (horário de Brasília). Antes, a atração no Campo Grande é o bloco dedicado à capoeira. A folia no trajeto Barra-Ondina e do Centro Histórico completa o circuito oficial da festa em Salvador.

 




 


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