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Rio de Janeiro - Uma alternativa ao desfile das escolas de samba da
Marquês de Sapucaí, os blocos carnavalescos têm
reunido cada vez mais foliões nas ruas
do Rio. Segundo a prefeitura, neste ano, serão mais
de 300 blocos em diversos pontos da cidade, mas principalmente na
zona sul e no Centro.
Na opinião do presidente do Cordão do Bola Preta, Pedro Ernesto, o carnaval de rua tem a
vantagem de ser mais democrático e informal que o do
Sambódromo (onde desfilam as escolas de samba), uma vez que não cobram ingresso e exigem
das pessoas apenas o entusiasmo. Um dos mais tradicionais blocos da cidade, o Bola Preta está completando 90 anos.
“Hoje
as escolas de samba são uma potência, mas elas vieram de
um bloco, o que demonstra a importância do bloco para o
carnaval. Eu acho muito benéfica essa revitalização
do carnaval de rua, porque a grande vantagem dos blocos é a
democracia. Ali não é necessário muito dinheiro
para brincar o carnaval”, afirmou Pedro Ernesto.
Para
se ter uma idéia, nos dias de desfile das escolas de samba do
Grupo Especial, os ingressos mais baratos para as
arquibancadas especiais do Sambódromo custam R$ 110. Segundo o diretor de Operações da Companhia de Turismo da
Prefeitura (RioTur), Bruno
Matos, o crescimento do carnaval de rua na cidade é bom para a economia da capital.
“Isso
é uma coisa que vem surpreendendo não só o poder público como também os foliões. Hoje existem
subprefeituras que não conseguem fazer o agendamento. Isso dá um
retorno muito positivo para a cidade do Rio de Janeiro, uma vez que o
carioca deixa de viajar para aproveitar esses blocos”, disse Matos.
O
fenômeno do crescimento dos blocos de rua do Rio chega a gerar
situações curiosas. Alguns blocos, como o Suvaco do
Cristo e o Escravos da Mauá, atraem tanta gente que já
adotam a estratégia de não divulgar o horário de
desfile, para atrair menos gente e, assim, não provocar tanto
tumulto nas ruas da cidade.
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