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São Paulo - O ministro do Esporte, Orlando
Silva, afirma que decidiu devolver o
valor usado em sua pasta a partir do uso de cartão corporativo. Ele concede entrevista coletiva neste
momento.
“Decidi recolher aos cofres públicos todo o
dinheiro utilizado no cartão corporativo desde que assumi o
Ministério do Esporte”, declarou aos jornalistas, há pouco, num hotel
na capital paulista.
O
ministro do Esporte exibiu carta que relatou ter enviado ao seu
gerente no Banco do Brasil pedindo que debite de sua conta e repasse
ao Tesouro Nacional R$ 30.870,38, que corresponderiam a seus gastos
nessa modalidade em 2006 e 2007. Ressalvou que foram somente
despesas, e não saques, e que a maior parte se destinou a
pagamento de hospedagem. Disse também que repassará
todos os comprovantes de gastos à Controladoria-Geral da
União (CGU).
Orlando Silva foi o terceiro da
lista de ministros que mais gastaram com cartão corporativo no
ano passado. Sua despesa somou R$ 20.112, para pagamento de diárias
e alimentação durante viagens oficiais, segundo a
assessoria do ministério.
O
ministro foi citado, na última quarta-feira (31), como um
dos três primeiros que terão os gastos com cartão
investigados pelo Ministério Público Federal (MPF). Os
outros dois são o ministro da Secretaria Especial de
Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin, e a ex-ministra de
Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, que
pediu demissão ontem.
Os gastos de Matilde somaram R$
171 mil. Os de Gregolin, R$ 22.652,65. No total, o governo
desembolsou R$ 75 milhões no ano com esse tipo de despesa.
Segundo o procurador da República no Distrito Federal
responsável pela condução do inquérito
instaurado no dia 24 sobre o caso, Carlos Henrique Martins, as
investigações serão ampliadas à medida
que surgirem novas suspeitas.
Ontem (1º) foi publicado o
decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva restringindo o
uso dos cartões e das contas de suprimentos de fundos,
conhecidas como contas de tipo B.
A matéria foi alterada para acréscimo de informações.
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