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2 de Fevereiro de 2008 - 12h32 - Última modificação em 2 de Fevereiro de 2008 - 13h06


Ministro do Esporte diz que decidiu recolher aos cofres públicos gastos com cartão

Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O ministro do Esporte, Orlando Silva, afirma que decidiu devolver o valor usado em sua pasta a partir do uso de cartão corporativo. Ele concede entrevista coletiva neste momento.

“Decidi recolher aos cofres públicos todo o dinheiro utilizado no cartão corporativo desde que assumi o Ministério do Esporte”, declarou aos jornalistas, há pouco, num hotel na capital paulista.

O ministro do Esporte exibiu carta que relatou ter enviado ao seu gerente no Banco do Brasil pedindo que debite de sua conta e repasse ao Tesouro Nacional R$ 30.870,38, que corresponderiam a seus gastos nessa modalidade em 2006 e 2007. Ressalvou que foram somente despesas, e não saques, e que a maior parte se destinou a pagamento de hospedagem. Disse também que repassará todos os comprovantes de gastos à Controladoria-Geral da União (CGU).

Orlando Silva foi o terceiro da lista de ministros que mais gastaram com cartão corporativo no ano passado. Sua despesa somou R$ 20.112, para pagamento de diárias e alimentação durante viagens oficiais, segundo a assessoria do ministério.

O ministro foi citado, na última quarta-feira (31), como um dos três primeiros que terão os gastos com cartão investigados pelo Ministério Público Federal (MPF). Os outros dois são o ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin, e a ex-ministra de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, que pediu demissão ontem.

Os gastos de Matilde somaram R$ 171 mil. Os de Gregolin, R$ 22.652,65. No total, o governo desembolsou R$ 75 milhões no ano com esse tipo de despesa.

Segundo o procurador da República no Distrito Federal responsável pela condução do inquérito instaurado no dia 24 sobre o caso, Carlos Henrique Martins, as investigações serão ampliadas à medida que surgirem novas suspeitas.

Ontem (1º) foi publicado o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva restringindo o uso dos cartões e das contas de suprimentos de fundos, conhecidas como contas de tipo B.



A matéria foi alterada para acréscimo de informações.
 


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