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2 de Fevereiro de 2008 - 17h08 -
Última modificação
em 2 de Fevereiro de 2008 - 17h08
Trinta trios devem passar hoje pelo percurso do Galo da Madrugada em Recife
Mariana Jungmann
Enviada Especial
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Antônio Cruz/ABr
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Recife (PE) - Considerado o maior bloco carnavalesco do mundo, o Galo da Madrugada toma as ruas da cidade
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Brasília - Ao todo, 30 trios elétricos devem passar
pelo percurso de 5 quilômetros do Galo da Madrugada até
o começo da noite de hoje (2). O primeiro trio do bloco chegou
à Avenida Guararapes, no centro da capital pernambucana, por
volta do meio-dia.
A passagem do bloco por esse trecho é o
momento mais aguardado, porque é quando acontece o encontro
dos foliões que saíram de Cinco Pontas, também
no centro, a 2 quilômetros da Guararapes, com os milhares de
pessoas que estão na avenida esperando a passagem do Galo.
A expectativa é que este ano o número
de foliões bata recorde, ultrapassando os 2 milhões de
pessoas. Em toda a cidade há um fluxo contínuo de gente
se dirigindo à Guararapes, a pé, de ônibus e de
barco – a avenida fica à margem do Rio Capibaribe.
Os foliões seguem com perucas de tule,
sombrinhas coloridas e fantasias de todos os tipos – palhaços,
astronautas, melindrosas, mascarados. É o caso da recifense
Íris Mockwitz, que trouxe o marido alemão para o
carnaval. Fantasiados de pierrô e colombina, os dois suportam
um calor de mais de 30 graus sem reclamar.
“Ele era uma pessoa muito triste. Aí eu o
trouxe para o Galo e agora ele é mais alegre”, conta
Mockwitz. A paixão do povo local pelo bloco é explicada
por Fátima Amorim, mãe do palhacinho Lucas, 4 anos: “O
Galo para nós é tudo. O carnaval só começa
quando a gente o vê”.
Além da alegria, o bloco significa
movimentação extra de dinheiro. Debaixo de tanto calor
e pouca sombra, quem faz a festa são os vendedores ambulantes
de água, cerveja e batidas. “A gente sempre vende bebida em
eventos, mas o Galo é imbatível. A gente espera o ano
todo essa oportunidade”, conta a vendedora Fernanda Oliveira. Do
lado de fora dos camarotes os catadores de latinhas fazem fila para
recolher o lixo reciclável que sobra desse consumo.
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