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Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
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Salvador - Dirigente do bloco Ilê Aiyê, Mário Pam, fala sobre os trabalhos sociais mantidos pela entidade
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Salvador - Mais do que um
instrumento da expressão cultural afro-brasileira, o bloco Ilê
Aiyê se transformou em símbolo de luta e de inclusão
social da população negra na capital baiana.
Em 34 anos de
história, os trabalhos voltados para a comunidade são
considerados pelo grupo até mais importantes do que o próprio
carnaval.
Integrante do bloco que
ganhou status de associação cultural, o mestre
de banda Mário Pam acompanha a evolução do Ilê
Aiyê há 16 anos.
Sem esconder o orgulho, o músico
enumerou, em entrevista à Agência Brasil, vários
dos trabalhos desenvolvidos pela instituição, que tem sede na ladeira da Rua do Curuzu, no bairro da Liberdade.
“O carro-chefe do Ile
Ayiê atualmente são os projetos sociais. Como exemplo,
temos a Escola Mãe Hilda, que existe há mais de 15 anos
e oferece aulas da alfabetização, até a quarta
série, inteiramente de graça. Além disso,
oferecemos aulas de dança, canto, percussão, cidadania,
expressão corporal e sexualidade. Temos ainda diversos cursos
profissionalizantes para possibilitar a inserção no
mercado de trabalho da comunidade na periferia.”
Mário Pam disse que o período do
carnaval serve sobretudo para viabilizar
financeiramente o Ilê. Nessa época, além dos
recursos governamentais obtidos, são comercializadas camisetas,
fantasias e acessórios com a marca do grupo. “O carnaval e os
projetos culturais do Ile Aiyê se tornaram instrumentos para
viabilizar os projetos sociais. O carnaval concentra a arrecadação
dos recursos, que são absorvidos e destinados diretamente para
os projetos sociais.”
O Ilê Aiyê
ganhou fama por ser pioneiro entre os blocos-afro de Salvador. Entre
colaboradores e profissionais contratados, cerca de 100 pessoas
trabalham na instituição. Neste ano, o bloco vai às
ruas de Salvador até terça-feira (5).
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