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4 de Fevereiro de 2008 - 19h37 - Última modificação em 4 de Fevereiro de 2008 - 19h37


ONGs reclamam de dificuldades para realizar ações de prevenção de DST e aids no carnaval

Adriana Brendler
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Líderes de organizações da sociedade civil do Rio de Janeiro e da Bahia ligadas à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis reclamam de problemas encontrados para desenvolver ações no carnaval deste ano.

Para Denis Gomes, membro do Conselho Consultivo do Fórum Baiano de ONGs/Aids, o número de preservativos repassado pelo Ministério da Saúde para o estado, cerca de 936 mil, foi insuficiente. 

Segundo ele, a maior parte do material foi encaminhada à Secretaria Estadual de Saúde para distribuição aos municípios do estado e apenas cerca de 5 mil camisinhas foram destinadas às organizações não-governamentais, o que limitou o trabalho das entidades, permitindo entregar apenas um preservativo por pessoa nas ações de prevenção durante o carnaval de Salvador.

“Neste carnaval a quantidade de preservativos que o Ministério da Saúde mandou para a gente, para os sete dias de folia, foi muito pouca. Quando a pessoa nos procura temos que distribuir só um preservativo, e ideal seria dar pelo menos dois, porque, no momento do ato sexual, pode romper a camisinha”, disse Gomes.

Ele informou que as ONGs, em parceria com a prefeitura de Salvador e o governo da Bahia, estão realizando várias ações na capital, com distribuição de preservativos, bandanas e folhetos informativos nas estações de transbordo, como as da Lapa, Barroquinha e Campo Grande, e em postos instalados em locais de grande concentração de foliões, como o Pelourinho, Campo Grande e Barra.

No Rio de Janeiro, o coordenador do Fórum de ONGs/Aids do estado, Roberto Pereira, criticou a demora no envio do material informativo e dos preservativos fornecidos pelo Ministério da Saúde, que, aliada à burocracia no processo de repasse entre as várias esferas de governo, acabou dificultando sua retirada pelas organizações não-governementais.

“As instituições mais afastadas do centro, de fora da capital, têm dificuldade de acesso ao material produzido para a campanha do carnaval. Entre o material chegar ao município, ser redistribuído para as unidades que vão fazer a dispensação para as ONGs, há uma grande diferença. Essa distribuição descentralizada, por um lado, favorece, porque o material chega mais perto das organizações; por outro, existe uma demora e acaba ficando muito em cima da hora. O ideal é que tivéssemos um planejamento estratégico para que isso não acontecesse.”

Segundo Pereira, até a última quarta-feira (30), dois dias antes do início do carnaval, 10% das ONGs que participam do fórum ainda tinham dificuldades para retirar o material para ação de prevenção enviado pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, a quantidade de preservativos enviada à Bahia foi a solicitada no plano de necessidades elaborado pelo governo do estado, com a participação inclusive das ONGs. A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde também informou que tanto os preservativos quanto o material de divulgação chegaram aos estados antes do carnaval, com a antecedência observada todos os anos. Ressaltou, entretanto, que o ministério não pode responder pela logística de distribuição nas unidades da federação.



 


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