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4 de Fevereiro de 2008 - 21h20 - Última modificação em 4 de Fevereiro de 2008 - 21h20


Venezuelanos também saem às ruas para protestar contra as Farc

Alex Rodrigues*
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Centenas de estudantes, políticos e outros cidadãos venezuelanos, além de colombianos e outros estrangeiros que vivem na Venezuela, marcharam hoje (4) pelas ruas da capital venezuelana, Caracas. Além de protestarem contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), exigiam que o grupo guerrilheiro liberte todas as pessoas que mantém como reféns.

Vestindo camisetas brancas e gritando palavras de ordem contra a guerrilha, os manifestantes concentraram-se na Praça Brión e na Avenida Francisco de Miranda (região leste de Caracas), onde exibiram um grande cartaz com a mensagem "Chega das  Farc".

Uma das manifestantes, Margarida Faria, disse participar do protesto "porque há pessoas em mais de 160 cidades [venezuelanas] mostrando repulsa pelas Farc" e porque "temos que ser solidários com os nossos irmãos colombianos, exigindo a libertação de todos os reféns".

Vários líderes estudantis venezuelanos participaram da manifestação. Para Freddy Guevara, "o povo venezuelano não negocia com terroristas". "Há que se procurar uma cooperação entre os dois exércitos para terminar com esse flagelo e não procurar confrontos entre os dois países [Venezuela e Colômbia]", completou Guevara, numa crítica ao papel desempenhado pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

No final de 2007, Chávez negociou pessoalmente com representantes das Farc a libertação da ex-candidata à vice-presidência da Colômbia, Clara Rojas, e da ex-deputada Consuelo González. Ela ficaram em poder do grupo por quase seis anos, até serem libertadas no início de janeiro. Antes de as Farc soltarem as reféns, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, chegou a desautorizar a intermediação da Chávez.

O líder estudantil universitário Yon Goicochea também alertou para a necessidade de se "terminar com os seqüestros" e "construir a esperança entre a Colômbia e a Venezuela", países que, disse, são vítimas das Farc.

Um grupo de 400 venezuelanos foi à Embaixada da Colômbia na Venezuela, em Campo Alegre (leste de Caracas), onde entregou ao embaixador, Luís Fernando Marín, um documento contra a proposta do presidente Hugo Chávez de retirar as Farc e o Exército de Libertação Nacional (ELN) da lista de organizações terroristas e conceder-lhes o status de "forças beligerantes".

A entrega do documento foi encabeçado por Milos Alcalay, ex-embaixador venezuelano na Organização das Nações Unidas (ONU), que explicou aos jornalistas que, em nome da organização de defesa dos direitos humanos "Grupo dos 400", manifestava discordar das "concessões" a "uma organização criminosa que tem 700 reféns, participa do narcotráfico e estabeleceu mecanismos de terror, mortes e assassinatos".

As Farc, surgidas em 1964, de ideologia marxista-leninista, tem entre 12.000 e 17.500 membros. O ELN, criado no mesmo ano, conta com cerca de 4.000 homens, sendo o segundo maior grupo guerrilheiro do país.

Bogotá teve um protesto massivo contra as Farc, e manifestantes saíram às ruas em outros países também.


* Com informações da Agência Lusa.

 


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