O governo colombiano assegurou que concederá todas as facilidades para a libertação de três ex-parlamentares seqüestrados há seis anos pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). No último sábado (2), a guerrilha anunciou a decisão de entregar os reféns ao presidente venezuelano, Hugo Chávez.
O ministro do Interior da Colômbia, Carlos Holguín, afirmou que o governo de Bogotá está disposto a colaborar para que as Farc libertem os ex-parlamentares colombianos Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán Cuellar.
“Onde queiram, como queiram e a quem queiram entregá-los, seja uma organização internacional, um governo estrangeiro ou um dirigente político colombiano.”
Em comunicado divulgado no último dia 31, as Farc anunciaram a entrega, em território colombiano, dos três reféns à Chávez e à senadora colombiana Piedad Córdoba, como reconhecimento de seus “persistentes esforços para concretizar um acordo humanitário”.
“Temos sempre dito que quando elas [as Farc] queiram estabelecer atos unilaterais de libertação de reféns seqüestrados, serão bem recebidos e bem-vindos por parte do governo”, disse o ministro colombiano.
Ele destacou que o alto comissário para a paz da Colômbia, Luis Carlos Restrepo, será encarregado de entrar em contato com o governo venezuelano e com a senadora Córdoba para preparar a nova entrega de reféns.
O porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Yves Heller, disse que a instituição ainda não recebeu informação oficial mas que está disposta a prestar ajuda.
Nelly Polanco, irmã de uma das reféns cuja libertação foi anunciada, afirmou que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, deveria “colocar-se no lugar dos demais” e que “a vida humana está acima de qualquer interesse político”.
Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán Cuellar fazem parte do grupo de 43 seqüestrados pelas Farc em diferentes operações executadas pela guerrilha em 2001.
O anúncio feito pela guerrilha se soma à libertação, no início de janeiro, de Clara Rojas e Consuelo González, entregues a funcionários do governo de Chávez e a representantes da Cruz Vermelha Internacional.