O governo venezuelano anunciou na noite de ontem (3) que irá apoiar as gestões e acelerar contatos e ações necessárias para a liberação de três ex-parlamentares colombianos em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A guerrilha já prometeu libertar os reféns em decorrência de problemas de saúde.
A iniciativa do governo venezuelano de colaborar com a libertação de Gloria Polanco de Losada, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán Cuellar, foi anunciada pelo ministro da Secretaria da Presidência da Venezuela, Jesse Chacón.
“O governo venezuelano expressa seu agradecimento por ter sido considerado, uma vez mais, como um interlocutor confiável e respeitado para levar adiante o feito, de tanta importância para nossos compatriotas Gloria, Luis e Orlando, para seus familiares e para a sociedade colombiana como um todo”.
Chacón disse ainda que valoriza o fato de que as Farc continuem motivadas a alcançar um intercâmbio humanitário, o que, segundo ele, constitui um “passo firme e definitivo para a paz na Colômbia e em toda a região”.
“Por meio do comando do presidente Hugo Chávez, nosso governo adiantará, a partir de agora mesmo, os contatos e as ações necessárias para concretizar, em condições seguras, esta nova vitória da liberdade e da esperança de paz”.
O ministro venezuelano pediu ao governo colombiano que contribua com a libertação e impeça qualquer manobra que ponha em risco a operação e a vida dos reféns.
A Venezuela comandou, no início de janeiro, a operação que libertou Clara Rojas e Consuelo González, colombianas que estavam em poder das Farc. Pouco depois, o presidente venezuelano Hugo Chávez pediu ao governo da Colômbia que retirasse a guerrilha da lista de grupos terroristas, o que causou grande reação em Bogotá, capital colombiana.