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Brasília - Familiares
dos três reféns que as Forças Armadas
Revolucionárias da Colômbia (Farc) prometeram libertar
acreditam que as marchas realizadas ontem (4) em território
colombiano contra a guerrilha foram utilizadas com fins políticos
e reiteraram seu apoio à mediação feita pelo
presidente da Venezuela, Hugo Chávez, na operação
de resgate.
Chávez
anunciou que as autoridades de seu país estão prontas
para resgatar os três ex-parlamentares colombianos. “Já
estamos prontos, adiantando operações para resgatá-los,
para que voltem para casa.”
Um grupo
de 12 familiares chegou a Caracas, na Venezuela, após o
anúncio de que a guerrilha libertaria os três reféns,
seqüestrados há mais de seis anos e que devem ser
entregues ao presidente venezuelano e à senadora de oposição
colombiana Piedad Córdoba.
Os
parentes de Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez e Orlando
Beltrán desembarcaram no aeroporto internacional de Maiquetía,
na costa caribenha próximo a Caracas, e esperam
reunir-se com Chávez e outras autoridades venezuelanas.
Em
entrevista coletiva à imprensa, os visitantes afirmaram que
seguirão apoiando a mediação de Chávez e
da senadora, por considerar que este é o caminho para a
liberdade de seus familiares.
Angela
Pérez, esposa do refém Luis Eladio Pérez, pediu
ao governo de Bogotá que abra as negociações
para um acordo humanitário que leve à libertação
dos seqüestrados.
Chávez,
por sua vez, pediu às Farc que sigam dando demonstração
de sua vontade de paz, “independente da atitude do governo da
Colômbia”.
O
presidente venezuelano assinalou que na Colômbia existe uma
guerra, onde “há forças armadas oficiais e forças
armadas revolucionárias, insurgentes, que estão há
60 anos controlando boa parte do território”.
Ele
lembrou que “não se pode seguir sem conhecer” tal
realidade. “É uma guerra interna na qual nós não
participamos. E se participamos de alguma maneira, é para
buscar uma solução pacífica”, afirmou Chávez.
*Com informações da agência argentina Telam.
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