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6 de Fevereiro de 2008 - 21h19 - Última modificação em 6 de Fevereiro de 2008 - 21h19


Mortalidade materna não é motivo para legalizar aborto, diz Zilda Arns

Irene Lôbo
Repórter da Agência Brasil

 
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Marcello Casal Jr./Abr
Brasília - Fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, participa do lançamento da Campanha da Fraternidade 2008 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
Brasília - Fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, participa do lançamento da Campanha da Fraternidade 2008 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
Brasília - Para a médica Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança (organismo de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB), a mortalidade materna decorrente de abortos mal feitos não é motivo suficiente para legalizá-lo.

“A própria Organização Mundial da Saúde [OMS] propaga que a mortalidade materna só diminui no país se houver um bom pré-natal, um bom parto, com pessoal realmente capacitado, todo o material e medicamento necessários, e não pela legalização do aborto”, afirmou.

Zilda Arns participou hoje (6) do lançamento da Campanha da Fraternidade 2008, cujo tema é “Fraternidade e Defesa da Vida” e o lema, “Escolhe, pois, a vida”.

Como exemplo, Zilda citou o Chile, país onde o aborto é totalmente proibido. “O Chile registra 17 [mortes de mulheres grávidas] por 100 mil [crianças nascidas vivas], enquanto que o Brasil tem 67 por 100 mil. Não tem nada a ver, não é pela mortalidade materna que se vai legalizar o aborto porque o caminho não é esse. O caminho é melhorar o sistema de saúde e ter mais recursos, mais capacitação de pessoal, medicamentos e uma logística de acesso melhor”, defendeu.

Na opinião da médica, o país também não deve realizar um plebiscito para decidir se a prática do aborto deve ou não ser legalizada no Brasil. “Como eu tenho dito, a vida não depende se a minoria ou maioria a defende. A vida é inegociável.”

Desde 1983 a Pastoral da Criança já acompanhou mais de 1,8 milhão de crianças menores de seis anos e 1,4 milhão de famílias pobres em mais de 4 mil municípios brasileiros. Segundo Zilda Arns, a Pastoral da Criança pode ser encontrada na maioria das paróquias ligadas à Igreja Católica.

“Eu aconselho às mulheres que estão grávidas, e se for uma gravidez indesejada por estupro ou por qualquer outra maneira, que levem adiante essa gravidez, procurem a Pastoral da Criança, que é realmente forte em ensinar as mulheres a como levar a gravidez para a frente”, defendeu Zilda.


 


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