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8 de Fevereiro de 2008 - 13h31 - Última modificação em 8 de Fevereiro de 2008 - 13h51


Secretaria de Direitos Humanos comprova prisão de menina em cadeia masculina

Ricardo Carandina
Repórter da Rádio Nacional

 
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Brasília - O representante da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) Firmino Fecchio foi à cidade na manhã de hoje e comprovou a  denúncia de que uma menina de 14 anos estava presa na Cadeia Pública de Planaltina (GO). Ele disse que tentaria negociar com o juiz local uma solução para o caso.

Segundo Fecchio, o local não é adequado para reclusão da menina e sua transferência para outra cidade que tenha centro de reabilitação de jovens é uma das possibilidades. Além disso, ele afirmou que a secretaria vai tentar localizar a família da menina, que já está presa há 13 dias.

O diretor da cadeia, Reinaldo da Rocha Brito, confirmou que além da adolescente mais três mulheres estão presas no mesmo pavilhão que os homens, embora em celas distintas. A cadeia tem capacidade  para 49 homens, mas atualmente existem 110 presos. A unidade foi construída para abrigar  presos que aguardam julgamento.

Brito afirmou que não existe na cidade nenhuma cadeia feminina nem centros para jovens em conflito com a lei, e garantiu que as celas e o horário de banho de sol de homens e mulheres são separados.

O agente prisional Flávio Alessandro Pimentel disse que apenas dois policiais cuidam da segurança dos 110 homens em cada turno, trabalhando 24 horas e folgando 72. Outros três cuidam dos serviços administrativos. Ele reclama que as condições são precárias e são necessários investimentos.

“Você faz o que dá conta e o que a lei permite, porque o preso tem o direito a ela. A gente faz esse trabalho preventivo, que é o que a gente pode fazer hoje no sistema prisional de Goiás, que é uma decadência. O sistema prisional de Goiás é falido, a gente não recebe apoio nenhum. Primeiro precisamos de estrutura de trabalho. A gente anda empurrando viatura por aí".

O diretor da cadeia disse que o número de agentes é insuficiente e uma obra de ampliação do prédio está paralisada por falta de verbas.



 


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