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Brasília - O
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (Iphan) concedeu permissão à equipe da
arqueóloga Lúcia de Jesus Cardoso Oliveira Juliani,
para realizar diagnóstico arqueológico na BR-317, no
trecho que vai do km 416 ao 536. A portaria de permissão para
a condução de pesquisas arqueológicas na rodovia
federal foi publicada hoje (8) no Diário Oficial da União.
Na
mesma portaria, o Iphan concedeu mais três meses à
equipe da arqueóloga Erika Marion Robranh-González para
continuidade do projeto de pesquisa na área
em que passará a linha do Trem de Alta Velocidade. As
pesquisas compreendem trechos dos estados de São Paulo e do
Rio de Janeiro. Ali, com o apoio do Núcleo de Estudos
Estratégicos da Universidade de Campinas (SP), os arqueólogos
estão fazendo também o levantamento histórico,
cultural e paisagístico das áreas pesquisadas.
No caso das pesquisas na BR-317, a
equipe tem quatro meses para finalizar os trabalhos, podendo ser
estendido o prazo. A área de abrangência da pesquisa
fica no município de Boca do Acre, no Amazonas. Lúcia
Juliani coordenará os trabalhos, tendo sido, portanto, nomeada
fiel depositária do eventual material arqueológico
recolhido no local durante a pesquisa de campo.
A guarda do material
coletado e sua preservação será de
responsabilidade da Primeira Superintendência Regional do
Iphan. A pesquisa tem o apoio do Instituto de Pesquisas em
Arquelogia, da Universidade Católica de Santos (Unisantos).
A
legislação ambiental prevê que um ano antes do
início de qualquer obra seja feito o salvamento de sítios
arqueológicos já localizados. Cabe ao Iphan conceder a
permissão ou a autorização necessária ao
licenciamento de projetos de pesquisa arqueológica.
Em
2006, 13 sítios arqueológicos compreendidos no trecho
da BR-101 que vai de Palhoça, em Santa Catarina, até o
Rio Grande do Sul, foram danificados pelas obras de duplicação
da rodovia. Na época, o Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) e a Fundação de
Apoio à Educação, Pesquisa e Extensão da
Unisul (Faepesul) assinaram convênio para salvamento de 37
sítios arqueológicos que estão sob impacto das
obras da BR-101.
Foram destinados R$ 3,1 milhões para a
realização das pesquisas. As prospecções
continuam até o final de 2008 e estão sob o comando do
arqueólogo Marco Aurélio Nadal De Mais, chefe do Laboratório de Antropologia Cultural e Arqueologia da Unisul,
universidade comunitária que fica em Santa Catarina. Estima-se
que existam 100 sítios arqueológicos até o
trecho da BR-101 que vai até Imbituba (SC).
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