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Brasília - O líder do DEM
no Senado, Agripino Maia (RN), defendeu hoje (8) que a CPI sobre os
gastos com os cartões de crédito corporativos
investigue o uso dos cartões somente a partir de 2001.
Ele
justifica que é preciso existir um fato determinado para se
proceder uma investigação, e discorda dos argumentos do
líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), de
que a CPI deve investigar o uso dos cartões corporativos nos
últimos dez anos.
“Para ser fato determinado tem que ter
base legal e técnica. O Tribunal de Contas da União
(TCU) e o Siafi [Sistema Integrado de Administração
Financeira do Governo Federal] existem desde 1998. Por que nessa
época não foi feita nenhuma denúncia, por nenhum
órgão de imprensa, baseada em elementos do TCU e do
Siafi com relação a gastos com a conta de cartão
corporativo e agora se quer investigar sem base legal? É por
que se quer fazer a CPI da justificativa ou a CPI da dissimulação,
para se igualar todo mundo e nivelar por baixo a classe política
e jogar para outros uma crise que é deste Poder Executivo?”,
questiona o líder do DEM.
O senador Agripino Maia disse
que o fato determinado existe com base em elementos técnicos,
envolvendo pessoas do atual governo.
Ele defendeu ainda que
as pessoas envolvidas com o uso irregular do cartão sejam
afastadas dos seus cargos, e estranhou o fato de só agora o
governo, por meio do líder no Senado, senador Romero Jucá,
propor uma CPI.
“Enquanto os
denunciados eram ministros ninguém falava em CPI. Na hora em
que se falou de seguranças de Lurian [filha do presidente
Lula] e seguranças pessoais do presidente, em São
Bernardo, rapidamente o governo se moveu para fazer uma CPI, puxando
para trás, inclusive, a investigação de fatos
que nem denunciados existiam”, disse.
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