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9 de Fevereiro de 2008 - 12h33 - Última modificação em 9 de Fevereiro de 2008 - 12h33


Clima e área plantada provocam aumento do preço do feijão

Felipe Linhares
Repórter da Agência Brasil

 
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Elza Fiúza/ABr
Brasília - O brasileiro vai pagar mais caro pelo feijão em 2008, por causa do desabastecimento resultante de fatores climáticos, da concorrência com o milho e a soja, e do baixo preço ao produtor
Brasília - O brasileiro vai pagar mais caro pelo feijão em 2008, por causa do desabastecimento resultante de fatores climáticos, da concorrência com o milho e a soja, e do baixo preço ao produtor
Brasília - Os consumidores vão ter que reduzir este ano o consumo de feijão carioca, item da cesta básica, se quiserem economizar. O alerta é do analista de mercado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) João Figueiredo Ruas. O clima, segundo ele, foi o vilão que causou o aumento do preço do produto.


O analista explicou que a safra de feijão 2006/2007 foi muito grande e o preço do produto caiu no mercado e então os produtores optaram pelo milho e a soja para a safra de 2007/2008. Mas o clima irregular, com escassez de chuvas nas principais regiões feijoeiras - Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Bahia -, fez com que a primeira safra 2007/2008 fosse comprometida.

“Mesmo com o mercado escasso houve uma alta no consumo por causa do aumento do salário mínimo, da economia aquecida e da inflação baixa. Mas mesmo assim alguns produtores não quiseram se arriscar e continuaram a plantar outros grãos. Esse ano vamos ter a menor área de feijão plantada”, disse.

Um saca de feijão preto, com 60 quilos, custava no ano passado entre R$ 30 e R$ 35, hoje está avaliada em R$ 130, em média.

O feijão carioca, o mais consumido na Região Sul e Sudeste, tem o preço ainda mais alto, em média varia de R$ 180 a R$ 235, segundo João Ruas.

De acordo com o analista da Conab, o país não tem de onde importar o feijão carioca, porque quem produz consome.

* Atualizada as 12h31 para complementar informações

 


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