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Macapá - O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva passará a noite na capital do Amapá – a chegada está prevista para 0h30 (hora local, 23h30 em Brasília). De Macapá ele seguirá, amanhã (12) pela manhã, para a cidade de Oiapoque, de onde viajará de barco para São Jorge do Oiapoque, já na Guiana Francesa, a fim de se encontrar com o presidente francês Nicolas Sarkozy.
Os
dois deverão discutir temas como maior cooperação e a coordenação de
trabalhos conjuntos na faixa de fronteiras marítimas e terrestres entre
o Brasil e a Guiana Francesa. Estarão em pauta, ainda, assuntos como biocombustíveis, parcerias no campo nuclear e nas áreas de ciência e infra-estrutura, além de Defesa.
Após a reunião, na sede da prefeitura local, Lula e
Sarkozy apresentarão a maquete do projeto da ponte rodoviária que
será construída sobre o Rio Oiapoque, ligando o Amapá à Guiana
Francesa. A
previsão inicial é de que a ponte, de cerca de 400 metros de extensão,
custe em torno de R$ 38,6 milhões e seja inaugurada em 2010.
O custo
será dividido igualmente entre Brasil e França. A obra foi definida em acordo assinado em julho de 2005, promulgado pelo governo brasileiro em
novembro de 2007 e aprovado pelo Parlamento francês em março de 2007.
Segundo
informou na sexta-feira (6) o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, ainda estão sendo
discutidos os termos da licitação internacional para a execução da obra e
realizadas as sondagens geológicas e os estudos de impacto ambiental.
Foram constituídas duas comissões técnicas intergovernamentais para
levar o projeto adiante.
"A
ponte sobre o Oiapoque é exemplo da prioridade que o Brasil tem
atribuído à integração física da América do Sul. A integração é esforço
coletivo dos países da região e cria oportunidades para investimentos e
projetos conjuntos", disse Baumbach aos jornalistas.
Ele ainda informou, na ocasião, que a aquisição de um submarino nuclear francês pelo
Brasil (recentemente, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, visitou a França para conhecer essas embarcações) deverá ser
abordada, "mas não está prevista discussão específica sobre o submarino
nuclear".
Também poderão ser abordados no encontro temas como as negociações na
Organização Mundial do Comércio (OMC) e a situação dos reféns das
Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "O
Brasil tem se pautado por oferecer seus serviços, no
sentido de auxiliar a resolução desse assunto, observando o princípio
da não-intervenção e de não se imiscuir nos assuntos internos da
Colômbia", informou Baumbach.
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