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Brasília - A
campanha nacional de doação de livros às
bibliotecas dos presídios, que completa dois meses hoje (12), já recebeu 35 mil exemplares. O projeto da Comissão de Direitos Humanos e
Minorias da Câmara dos Deputados, Movimento Nacional dos
Direitos Humanos e o Centro de Produção da Justiça
Federal tem o objetivo de auxiliar o sistema carcerário na reeducação de presos e prevenir o crime.
Dezoito estados e o
Distrito Federal aderiram à campanha. De acordo com o
secretário da Comissão de Direitos Humanos e Minorias
da Câmara, Márcio Araújo, um livro
pode mudar a vida dos detentos. “Um livro técnico pode
ajudar uma pessoa a se tornar um profissional. Um livro, de certa
forma, envolve a pessoa em uma capacidade de raciocínio, de
aprofundar a compreensão da natureza humana.”
A Comissão de
Direitos Humanos da Câmara já recebeu relatos de
detentos de que os livros os fazem mudar o comportamento. “Muito
deles passam a ter um comportamento mais solidário, mais
cooperativo e acabam conseguindo a redução da pena”,
diz Araújo.
Grande parte das
doações foi feita por funcionários públicos
federais e municipais. Os livros estão em boas condições
de uso. A campanha vai até
março, mas pode ser prorrogada. Para saber mais onde doar os
livros acesse o site da Comissão de Direitos Humanos e
Minorias da Câmara dos Deputados.
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