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12 de Fevereiro de 2008 - 16h14 - Última modificação em 12 de Fevereiro de 2008 - 16h14


Manifestantes pró e contra liberação de milho transgênico aguardam decisão de conselho

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Manifestantes favoráveis e contrários à comercialização do milho transgênico dividiram espaço em frente ao Palácio do Planalto no início da tarde de hoje (12), quando o Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS) se reúne para tomar uma decisão sobre o assunto.

Movimentos sociais encabeçados pela Via Campesina exibiam faixas que firmavam a posição contrária à liberação: “Milho transgênico, a tragédia do governo Lula” e “CNBS = biossegurança ou biotecnologia?”.

Do outro lado, as faixas de produtores rurais de Cristalina (GO), pediam a comercialização. “Milho transgênico, melhor para o meio ambiente, melhor produtividade”.

A integrante da Via Campesina, Maria Costa, afirma que não há estudos suficientes sobre os benefícios ou malefícios de produtos transgênicos e que "a liberação comercial não oferece segurança para a saúde nem para o meio ambiente”.

Ela afirma também que o milho transgênico irá colocar em risco as espécies tradicionais da semente, já que a polinização do milho é aberta e, portanto, o pólen pode viajar quilômetros - transportado pelo vento ou por pássaros - e contaminar a plantação de outros produtores.

Já o integrante da Associação dos Produtores Rurais de Cristalina, Geraldo Figueiredo, afirma que o milho transgênico será mais resistente a pragas. “Hoje tem que fazer muitas pulverizações com inseticidas e a maioria não tem um êxito muito grande devido ao clima”.

Para ele, a espécie será benéfica para os pequenos produtores e para os assentamentos. “Eles que têm poucas máquinas e não têm tecnologia mais avançada será melhor ainda por que eles plantam o milho e vão ter que cuidar do mato, não vai ter pragas.”

Na última reunião do CNBS, em janeiro, os ministros adiaram a decisão e pediram à Advocacia Geral da União (AGU) um parecer sobre a competência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Os dois órgãos apresentaram recursos para impedir a liberação comercial do milho transgênico.

 


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