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Brasília - Por
sete votos a quatro, os integrantes do Conselho Nacional de
Biossegurança (CNBS) ratificaram a decisão da Comissão Técnica Nacional
de Biossegurança (CTNBio) de liberar o plantio e comercialização de
duas variedades de milho transgênico.
Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, as
sementes liberadas são seguras para consumo humano e animal e também para o
meio ambiente. “Esses
dois milhos que foram aprovados tiveram estudos conduzidos por
praticamente um ano, e finalmente temos a aprovação final do Conselho
Nacional de Biossegurança", afirmou.
A
aprovação havia sido contestada pela Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Na reunião de hoje (12), foi apresentado o
parecer que o conselho encomendou à Advocacia Geral a União, segundo oqual cabe à CTNBio a decisão sobre liberação dos transgênicos.
A
reunião e a votação foram rápidas, disse o ministro Sergio Rezende. Durante as discussões, foram feitas duas
propostas: uma de realizar mais estudos e outra de aprovar, uma vez que
a CTNBio considerava suficientes os estudos já feitos.
De acordo com o ministro, agora cabe ao Ministério da Agricultura fazer o registro
das variedade solicitadas para posterior comercialização.
Rezende
admitiu, entretanto, que “há sementes que estão sendo utilizadas sem a devida
autorização” e disse que agora cabe ao Ministério da Agricultura regular a
questão, inclusive decidir se autoriza a venda do milho das lavouras
plantadas com sementes geneticamente modificadas antes mesmo da
autorização. “Agora essa autorização [de plantio e comercialização]
está concedida, e o Ministério da Agricultura poderá autorizar
oficialmente a venda dessas sementes.”
Sobre
a terceira variedade de milho liberada pela CTNBio, da empresa
Syngenta, o ministro explicou que ainda não será comercializada, a
exemplo das outras duas, porque ainda há quatro dias para que sejam
apresentados recursos. “Por isso é que nem foi discutido esse assunto. Se
houver recursos, essa nova variedade terá também que ser analisada pelo
Conselho.”
Perguntado
se a presença da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, na reunião
poderia ter conduzido a outro resultado, Rezende respondeu que ela tem "uma convivência democrática muito boa com todos" e que, por isso, não haveria diferença se estivesse presente ou não. Marina Silva acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagem à Guiana Francesa.
O
ministro Sergio Rezende lembrou que foi a primeira liberação comercial de milho
transgênico no Brasil - primeiro, houve liberação de soja, em 1997,
depois de algodão, no ano 2000.
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