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13 de Fevereiro de 2008 - 14h32 - Última modificação em 13 de Fevereiro de 2008 - 15h37


Crescimento no número de empregos na indústria no ano passado foi o maior desde 2001

Aline Beckstein
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O número de empregados na indústria brasileira cresceu 2,2% em 2007 em comparação com o ano anterior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa foi a mais elevada da série histórica da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, iniciada em 2001.

Todos os 14 locais pesquisados registraram aumento no número de trabalhadores. Os destaques ficaram com os estados de São Paulo (3,5%) e do Paraná (3,1%), a Região Nordeste (1,4%) e o estado de Minas Gerais (1,5%).
 
De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, os setores que mais criaram postos foram os de alimentos e bebidas (4%), meios de transporte (7,7%), produtos de metal (7,3%) e máquinas e equipamentos (7%). Os que apresentaram queda mais significativa foram os setores de calçados e artigos de couro (-7,3%), vestuário (-3,7%) e madeira (-5,7%).
 
Conforme a pesquisa, “setorialmente, o emprego respondeu mais rapidamente ao desempenho positivo da produção nas áreas produtoras de itens relacionados ao comportamento do mercado interno, como os bens de consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos), e nos ramos ligados à produção de alimentos e bebidas e de máquinas e equipamentos”.
 
A folha de pagamento real acumulada de 2007, descontando a inflação, cresceu 5,4%, o  maior valor desde 2004 (9,7%). Os 14 locais pesquisados registraram crescimento no valor da folha de pagamento real. O maior impacto coube ao estado de  São Paulo (4,7%), por conta dos avanços observados em meios de transporte (8,1%), produtos químicos (14,2%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (4,8%).
 
Ainda segundo a pesquisa do IBGE, o acumulado de horas pagas registrou crescimento de 1,8%, ritmo superior ao de 2006 (0,4%). O Rio Grande do Sul foi único local que teve queda (-0,5%), “influenciado pelo desempenho negativo da indústria calçadista, onde a queda no número de horas pagas chegou a -17,1%”.



 


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