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Rio de Janeiro - O
número de empregados na indústria brasileira cresceu 2,2% em 2007 em
comparação com o ano anterior. Segundo o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), a taxa foi a mais elevada da série histórica da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, iniciada em 2001.
Todos
os 14 locais pesquisados registraram aumento no número de
trabalhadores. Os destaques ficaram com os estados de São Paulo (3,5%) e do Paraná
(3,1%), a Região Nordeste (1,4%) e o estado de Minas Gerais (1,5%). De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, os
setores que mais criaram postos foram os de alimentos e bebidas (4%), meios
de transporte (7,7%), produtos de metal (7,3%) e máquinas e
equipamentos (7%). Os que apresentaram queda mais significativa foram os setores de calçados e artigos de couro (-7,3%),
vestuário (-3,7%) e madeira (-5,7%). Conforme a pesquisa, “setorialmente, o emprego respondeu mais
rapidamente ao desempenho positivo da produção nas áreas produtoras de
itens relacionados ao comportamento do mercado interno, como os bens de
consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos), e nos ramos ligados à
produção de alimentos e bebidas e de máquinas e equipamentos”. A folha de pagamento real acumulada de 2007, descontando a inflação, cresceu 5,4%, o maior
valor desde 2004 (9,7%). Os 14 locais pesquisados registraram
crescimento no valor da folha de pagamento real. O maior impacto coube
ao estado de São Paulo (4,7%), por conta dos
avanços observados em meios de transporte (8,1%), produtos químicos
(14,2%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações
(4,8%). Ainda
segundo a pesquisa do IBGE, o acumulado de horas pagas registrou
crescimento de 1,8%, ritmo superior ao de 2006 (0,4%). O Rio Grande do
Sul foi único local que teve queda (-0,5%), “influenciado pelo
desempenho negativo da indústria calçadista, onde a queda no número de
horas pagas chegou a -17,1%”.
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