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13 de Fevereiro de 2008 - 16h53 -
Última modificação
em 13 de Fevereiro de 2008 - 16h53
Temporão defende atendimento de saúde mais qualificado para população indígena
Felipe Linhares
Da Agência Brasil
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Marcello Casal JR/ABr
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Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, discursa no lançamento das reuniões que vão discutir o Plano de Gestão 2008 da Funasa
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Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, apontou hoje (13) a saúde indígena como um dos principais desafios do setor neste ano.
De acordo com o ministro, os problemas de saúde entre os indígenas aumentam a cada ano, e muitas populações vivem em locais de difícil
acesso.
“Temos que qualificar e aperfeiçoar o atendimento à
população indígena. Além do acesso
remoto, existem especificidades que demandam conhecimento
especializado”, disse Temporão, ao participar da reunião em que foi apresentado o plano de gestão
da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para 2008.
O ministro destacou que, no final do ano passado, a Portaria 2.656 regulamentou o repasse dos recursos destinados à
saúde indígena. “A portaria fez os remanejamentos financeiros,
privilegiando uma relação direta entre o número
de pessoas a serem atendidas com os recursos alocados." Além disso, a portaria fortaleceu mais as estruturas locais, acrescentou Temporão.
Segundo o presidente da
Funasa, Danilo Fortes, o
orçamento para atenção à saúde
indígena para este ano aumentou cerca de R$ 20 milhões, e
agora depende somente da aprovação da Câmara dos
Deputados. “Vamos treinar e capacitar o pessoal dos Distritos
Sanitários Especiais Indígenas para eles terem controle
das suas despesas. Vamos descentralizar o serviço e dar mais
autonomia para eles. Assim ganharemos agilidade e perderemos
burocracia.”
O ministro Temporão disse que as ações da Funasa têm de garantir atenção integral à saúde da população
e melhorar o atendimento aos povos indígenas, mas ressaltou que os outros problemas do setor não podem ser esquecidos. Ele informou que terão continuidade neste ano as medidas para reduzir a
mortalidade infantil e garantir a cobertura vacinal da população.
“Um dos desafios é dar atenção
à saúde integral. Além do
direito à atenção básica, as pessoas têm direito ao acesso
a outros níveis do sistema [de saúde]”, afirmou Temporão.
Ele lembrou
que, quando as pessoas precisarem de atendimento especializado, como
transplantes e internações, o serviço tem de estar garantido. E a integração da Funasa com as
instâncias municipais e estaduais de saúde é
importante para garantir o serviço com qualidade e ágil, acrescentou.
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