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Brasília - Entre
2004 e 2006, a Previdência Social pagou 42,1 mil benefícios
a pessoas com HIV no Brasil. O número representa
1,2% do total de auxílios-doença concedidos pelo
sistema, 0,7% em relação aos benefícios
por aposentadoria por invalidez e 0,9% do total de auxílios
pagos por amparo social. O montante é de R$ 26,6 milhões
anuais, cerca de 1% do total de gastos do setor previdenciário.
De acordo
com o relatório UNGASS: Resposta Brasileira à Epidemia
de Aids 2005-2007, apresentado hoje (14), os números apontam uma
tendência de redução do número de
portadores do HIV beneficiários da Previdência. Em três
anos, a redução foi de 18,4%, principalmente pela
diminuição de auxílios pagos por aposentadoria e
amparo social. Em contrapartida, a concessão de auxílio-doença cresceu 7,3% entre 2004 e 2006.
O
documento aponta que “apesar de o impacto financeiro no sistema
previdenciário como um todo ser baixo, a vulnerabilidade
associada ao viver com aids traz conseqüências
significativas”. Nos últimos anos, segundo o relatório,
a Previdência passou a adotar regras mais rígidas para
concessão de novos benefícios, além de revisar
os já existentes, o que poderá trazer dificuldades às
pessoas que vivem com HIV.
“Indivíduos
aposentados há anos, em um período que a doença
provocava sérias incapacidades e possuía forte
componente discriminatório, terão menor possibilidade
de se inserir novamente no mercado de trabalho”, prevê o
relatório.
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