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14 de Fevereiro de 2008 - 13h06 -
Última modificação
em 14 de Fevereiro de 2008 - 14h21
Atlas do do Semi-Árido oferece melhor alternativa para acesso à agua, diz bispo
Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
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Antonio Cruz/ABr
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Brasília - O bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, chega ao Congresso para participar de reunião sobre o projeto de transposição do Rio São Francisco
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Brasília - A aplicação do
Atlas de Desenvolvimento do Semi-Árido do Nordeste, divulgado
no ano passado pela Agência Nacional de Águas (ANA), seria a
forma ideal de suprir as necessidades de água na região.
A
opinião é do bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio
Cappio, que participa de audiência pública
na Comissão de Direitos Humanos e Legislação
Participativa (CDH) do Senado para discutir o Projeto de Integração
do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do
Nordeste Setentrional.
Segundo dom Cappio, as ações previstas no atlas podem beneficar 44 milhões de pessoas, quase
quatro vezes mais do que os 12 milhões previstos com a
transposição do Rio São Francisco.
Ao
começar sua participação nos debates no Senado, o bispo
afirmou que representa as populações indígenas,
quilombolas, brasileiros e brasileiras que se preocupam com a vida.
Para dom Cappio, o projeto de transposição é um modo
retrógrado de gestão da água, não
representa o desenvolvimento que se deseja para o Nordeste. Segundo ele, o atlas é o projeto ideal, mas o governo considera o trabalho
da ANA como um complemento da obra de transposição.
O bispo afirmou que nunca houve diálogo do governo com a
população civil sobre a obra e que a população
difusa do Nordeste vai continuar marginalizada do acesso à
água. Para ele, a população urbana vai ter que
pagar o elevado custo do acesso à água. “É o pobre colocando a mesa
para o rico. Privilegia-se o grande em detrimento do pequeno”.
Segundo dom Cappio, a rota da água passa a centenas de quilômetros das
regiões mais necessitadas. Ele afirmou que o projeto
ignora 34 povos indígenas, 156 comunidades quilombolas “e um
sem número de populações ribeirinhas”.
O
Atlas de Desenvolvimento do Semi-Árido do Nordeste é um
documento produzido durante três anos. Traz um diagnóstico
dos sistemas de rede de distribuição de água e
dos mananciais (fontes, rios e reservatórios) de cerca de 1,3
mil municípios nordestinos com mais de cinco mil habitantes.
Além disso, apresenta alternativas para cada um deles solucionar o problema
do abastecimento, via adutoras, águas subterrâneas ou
através da captação em rios e reservatórios.
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