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14 de Fevereiro de 2008 - 18h48 -
Última modificação
em 14 de Fevereiro de 2008 - 18h48
Coordenador da Unaids defende mobilização para que brasileiros façam testes de HIV
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
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Gervásio Baptista/ABr
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Brasília - Representante do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (Unaids) no Brasil, Pedro Chequer, durante anúncio dos dados de acesso ao tratamento de aids e uso de recursos do governo nesse setor
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Brasília - Relatório divulgado hoje (14)
pelo Ministério da Saúde aponta que quase metade dos
brasileiros portadores do vírus HIV demora para iniciar
tratamento médico. Cerca de 30% deles morrem logo no início
do tratamento em decorrência de quadros clínicos graves.
Esse número poderia diminuir caso a procura por testes para
detecção do vírus fosse ampliada, defende o
coordenador do Programa Conjunto das Nações Unidas
sobre HIV e Aids (Unaids), Pedro Chequer.
“Esperar os sintomas para ser testado
é ruim, porque há um tratamento eficaz quando
precocemente estabelecido. Você está perdendo a
oportunidade de sobrevida e de qualidade de vida futura”, defendeu Chequer.
De acordo com o coordenador da Unaids, cerca
de um terço da população brasileira já
realizou testes para detectar a presença do vírus HIV.
O índice é considerado alto e pouco encontrado em
países em desenvolvimento. Entretanto, ele afirma que deve
haver um estímulo maior.
“Há necessidade que a
população busque ser testada gratuitamente na rede do
Sistema Único de Saúde [SUS] e que os municípios
mobilizem a população. Não é importante
apenas o governo federal fazer campanhas.”
O relatório UNGASS: Resposta
Brasileira à Epidemia de Aids 2005-2007, divulgado hoje
(14) mostra que, entre 2003 e 2006, 43,7% dos brasileiros infectados
com idade acima de 15 anos já chegaram aos serviços de
saúde com algum tipo de deficiência imunológica
ou com sintomas da aids. De um total de 115.441 pessoas infectadas,
14.462 (28,7%) morreram logo no início do tratamento, em
decorrência de quadros clínicos mais graves.
O documento é resultado
da Declaração de Compromisso sobre HIV/Aids, firmada
por 189 países – incluindo o Brasil – em 2001. Além
de representantes do governo, membros da sociedade civil, de
universidade e de organismos internacionais também
participaram da elaboração do documento.
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