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15 de Fevereiro de 2008 - 22h28 - Última modificação em 15 de Fevereiro de 2008 - 22h28


Dilma Rousseff defende investigação sobre cartões corporativos

Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu hoje (15) a investigação do uso dos cartões corporativos por meio de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). Em entrevista coletiva concedida em São Paulo, ela considerou importante um levantamento exaustivo sobre todo o gasto governamental com “pequenas despesas”, sejam elas feitas com os cartões ou com dinheiro em espécie.

Segundo ela, os cartões corporativos são importantes para um maior controle e transparência dos gastos. A ministra defendeu, no entanto, alterações na utilização do cartão e disse que os saques devem ser proibidos.

Dilma afirmou que o governo não teme a CPMI, até porque a gestão Lula foi quem reduziu os gastos com as pequenas despesas. “Em 2001, essas despesas estavam em R$ 233 milhões. Hoje estão em R$ 177 milhões”, comparou.

Ela acrescentou que o valor poderia ter sido menor caso não fosse necessário gastar com dois censos e com os Jogos Pan-Americanos no ano passado.

A ministra disse ainda que deveriam ser comparados os gastos do governo federal com o de outros estados, como São Paulo. “Outro dia eu li na imprensa que em São Paulo esse gasto é de R$ 108 milhões. É preciso olhar proporcionalmente. Nós [a União] cobrimos do Oiapoque ao Chuí”, alegou.



 


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