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Manaus (AM) - Incluir a prevenção
da violência como uma das prioridades no Sistema Único
de Saúde (SUS) é o objetivo de gestores e profissionais
de saúde de todo o país, com base no fato de que muitos
casos de violência estão relacionados à saúde
dos indivíduos que a praticam.
Para o presidente do
Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass),
Osmar Terra, a violência é responsável por uma
epidemia silenciosa, já que não é possível
medir a dimensão dos problemas que causa.
"É
importante que a saúde pública se envolva no processo
de prevenção da violência. Sabemos que a maior
parte dos crimes e dos homicídios são cometidos por
pessoas que estão com estado mental alterado, que estão
alcoolizadas ou drogadas e que poderiam não ter cometido esses
crimes se tivessem tido algum atendimento preventivo ou alguma forma
de atenção especializada", declara.
Dados
nacionais revelam que, todos os dias, a violência causa a morte
de pelo menos 250 pessoas. Além disso, quem sobrevive às
tentativas de homicídio ou acidentes de trânsito, por
exemplo, precisa receber medicamentos e também atendimento
médico e hospitalar. Segundo o governo federal, os gastos da
saúde com as vítimas da violência chegam a R$ 4
milhões.
Em Manaus, o assunto é
tema do seminário regional "Violência: uma epidemia
Silenciosa". O evento teve início ontem e termina hoje
(15), reunindo representantes do poder público, médicos,
psicólogos, educadores, entre outros participantes do Norte do
país interessados em participar desse debate e em emplacar as
iniciativas de combate à violência mediante a qualidade
da saúde do povo brasileiro.
O seminário é
uma realização do Conselho Nacional de Secretários
de Saúde (Conass) e do Governo do Amazonas e um dos cinco
encontros regionais que estão sendo realizados como preparação
para o seminário nacional que acontecerá nos dias 27 e
28 de março em Porto Alegre.
Para o presidente do
Conass é possível estabelecer metas para reverter os
números negativos. Ele disse que o Ministério da Saúde
está esperando que esses seminários ofereçam uma
pauta nacional que será financiada com apoio do governo
federal para políticas nacionais de prevenção da
violência.
“Acredito que
possamos impactar e ajudar a reduzir e muito a violência. Todos
os lugares do mundo onde houve reversão dos altos índices
de violência, como na cidade de Nova York, contaram com
programas de atendimentos na área de saúde mental e de
assistência social".
De cada uma das cidades
onde o evento se realiza, sairão propostas
para inserção na agenda do SUS. O encontro de Manaus contribuirá com relatos de experiências de sucesso no
Amazonas, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins e Amapá, que possam ser úteis na formulação de uma
política nacional.
Segundo o Ministério da
Saúde, a violência no Brasil atinge principalmente
adultos entre 20 e 39 anos, onde 92% são homens. Na mesma
faixa etária, existem 47,9 mortes a cada 100 mil habitantes no
Brasil, enquanto que a taxa global é de 25,8 mortes por 100
mil habitantes. O Amazonas é o estado brasileiro que
destina maior parte de seu orçamento à saúde:
23% anuais. Em segundo lugar está o Distrito Federal, com 15%.
Matéria alterada para incluir informações
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