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Brasília - Coordenador da área técnica de Saúde do
Idoso do Ministério da Saúde, José Telles destacou que embora o envelhecimento
da população seja uma realidade desafiadora, já
que em 2025 o Brasil deverá ter em torno de 32 milhões
de pessoas acima dos 60 anos de idade, os números devem
significar uma conquista da sociedade e não uma tragédia.
“Não significa que todas essas pessoas estarão
doentes. Quanto mais acesso à informação a
população tem, quanto maior a escolaridade, maior a
possibilidade de ela cuidar da sua saúde. A nossa expectativa
é que em 2025 essa população de idosos terá
maior qualidade de vida do que as pessoas que hoje têm 60 anos
ou mais. Não devemos esperar números catastróficos”, disse.
Para Telles, as doenças
com impacto na terceira idade podem ser prevenidas e evitadas com a
promoção da saúde em todas as faixas etárias,
oferecendo – além do acesso aos serviços de saúde
– campanhas educativas para a redução de riscos por
meio de alimentação adequada, prática de
esportes e restrição no consumo de bebidas alcoólicas
e tabaco.
Ele destacou as
ações implementadas pelo Ministério para a
terceira idade, como a distribuição, no ano passado, de
7 milhões de cadernetas de Saúde do Idoso, que permitem
registrar o acompanhamento médico recebido pelos portadores e
a identificação de seus problemas de saúde, o
que facilita o atendimento em situações de risco ou
emergência.
Lembrou, ainda, que os medicamentos para tratamento da hipertensão
arterial e diabetes, que atingem grande número de idosos,
foram os primeiros oferecidos pelo governo federal com 90% de
desconto na Farmácia Popular.
Outro dado apontado por
Telles como indicador da melhora na atenção à
saúde dos idosos no país foi o aumento dos valores
aplicados na distribuição gratuita de medicamentos para
tratamento do Mal de Alzheimer, que passaram de R$ 96,3 mil em 2002,
para 7,2 milhões em 2006.
Entre 2004 e 2006,
acrescentou, houve redução no número de
internações hospitalares de pessoas acima dos 60 anos
causadas por complicações cardiovasculares (de 652 mil
para 634 mil) e decorrentes de problemas respiratórios (de 433
mil para 391 mil). Foi registrado, no entanto, aumento no número
de internações de idosos causadas por fraturas
decorrentes de quedas.
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