



|
Brasília - Cinco diretores da Fundação de
Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), ligada à Universidade de Brasília (UnB), foram afastados por decisão liminar do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF). De acordo com a assessoria do tribunal, a desembargadora Nídia Corrêa Lima nomeou um administrador
provisório, indicado pelo Ministério Público, para a
gerir a instituição.
Policiais militares restringiram desde ontem (15) o acesso à fundação para evitar que documentos sejam retirados do prédio, localizado na entrada na universidade. Na ação judicial, o Ministério Público levanta a suspeita de prática de irregularidades em contratos celebrados pela Finatec para prestação de serviço à universidade.
Para a desembargadora, a intervenção requerida pelo Ministério
Público é "impositiva". De acordo com ela, todos os réus vêm, ao longo de muitos
anos, revezando-se nos cargos das diretorias e conselhos, "sempre
exercendo atividades que lhes permitiam aprovar ou fiscalizar as contas
da instituição, bem como a formalização de contratos de prestação de
serviços com órgãos públicos”.
Investigação do Ministério Público aponta para irregularidade até mesmo em contratos para reforma do apartamento do reitor da UnB, Timothy Mulholland. A compra de mobília teria custado cerca de R$ 400 mil.
Na próxima semana, os professores da universidade farão uma assembléia para discutir a crise estabelecida na instituição a partir das
denúncias do Ministério Público do DF. Entre as propostas em análise pelos docentes está a criação de uma
Comissão de Ética destinada a analisar a gestão da UnB e o pedido do
afastamento do cargo do reitor.
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) Honestino Guimarães organiza uma
manifestação para a próxima quarta-feira (20) e já pediu a assinatura dos professores em uma representação
que será entregue ao Ministério Público Federal solicitando o
afastamento do Mulholland.
|
|