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Brasília - Após a audiência
pública em que foram colhidas sugestões para o
escoamento da
energia a ser produzida por usinas de biomassa e pequenas centrais
hidrelétricas, o diretor-geral da Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman, destacou a
importância estratégica que a geração a
partir do bagaço de cana terá para o país.
“Esse
sistema é muito importante para que tenhamos um 2009, 2010 e
2011 com mais tranqüilidade no equilíbrio entre oferta e
demanda”, afirmou hoje (18) Kelman à Agência Brasil.
Segundo
o diretor da Aneel, o bagaço de cana sempre foi visto
como um “entulho”, com as caldeiras das usinas
direcionadas para queimar e desaparecer com os resíduos.
Entretanto, com caldeiras mais modernas pode-se com a queima do
bagaço obter o vapor capaz de acionar turbinas que geram
energia elétrica.
“Essa transformação em
usinas já existentes é muito rápida. Depende
apenas da instalação da caldeira e, em novas usinas, no
Mato Grosso do Sul e Goiás, significam a possibilidade de
acréscimo de geração em um prazo curto, num
período de entressafra de novas usinas”, explicou Kelman.
O
assessor da presidência da União da Indústria de
Cana de Açúcar (Unica), Onorio Kitayama, informou que
com o desenvolvimento da tecnologia de gaseificação do
bagaço, as usinas poderão, nos próximos anos,
gerar até 300 quilowatts por tonelada de cana,
“três vezes mais que a geração na tecnologia
atual”. Kitayama também ressaltou que a energia de biomassa
tem geração sazonal que coincide com o período
de menor capacidade da hidroeletricidade.
Kelman, por sua vez,
citou benefícios diretos que a energia de biomassa, a partir
da queima de bagaço, pode trazer para a população.
“Hoje o resto da produção do açúcar e
do álcool vira fuligem. [Com a biomassa] Ganha o cidadão
com menos poluição e ganha o consumidor com mais
fartura de energia.”
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