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18 de Fevereiro de 2008 - 17h34 -
Última modificação
em 18 de Fevereiro de 2008 - 17h43
Avaliação do governo é a melhor desde 2003, revela pesquisa CNT/Sensus
Morillo Carvalho*
Repórter da Agência Brasil
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Marcello Casal JR/ABr
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Brasília - O presidente do Instituto Sensus, Ricardo Guedes divulga os resultados da 91ª Pesquisa CNT/Sensus, que levantou a opinião dos brasileiros sobre o uso de cartões corporativos por ministros e funcionários do governo federal
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Brasília - Pesquisa CNT/Sensus divulgada hoje (18) aponta o maior índice de aprovação do governo Luiz Inácio Lula da Silva desde dezembro de 2003, ano de seu primeiro mandato. Dos 2 mil entrevistados, 52,7% consideram a administração positiva (ótima ou boa), 13,7% a avaliam como negativa (ruim ou péssima) e 32,5%, como regular.
De acordo com a série histórica da pesquisa, o governo atinge agora o maior percentual de satisfação – o mais próximo que havia chegado do status atual foi 51,6%, em maio de 2003. No mesmo mês, o governo também atingiu o menor percentual de insatisfação: 7,2%. Desde então, a maior avaliação negativa foi de 29%, em novembro de 2005.
Questionado sobre o resultado antes do evento de lançamento da loteria Timemania, o presidente Lula afirmou: "Pesquisa, só vale para mim a de dezembro de 2010. Hoje o assunto é futebol".
Em entrevista coletiva, o diretor do Instituto Sensus Ricardo Guedes analisou o resultado: “São avaliações recordes em função do bom desempenho da economia e dos programas sociais. É basicamente isso que dá a base de popularidade e de legitimidade do governo Lula”.
A pesquisa também analisou o desempenho pessoal do presidente. O resultado, 66,8% de aprovação, é melhor desde fevereiro de 2004. Em todas as pesquisas realizadas em 2003, a aprovação foi maior, chegando ao pico de 78% no mês de maio. Atualmente, 28,6% desaprovam o desempenho de Lula.
Para Guedes, a formação de um "pacto", com a colaboração de setores da direita e da esquerda, é a base que mantém a popularidade do presidente em alta.
"Eu acredito, particularmente, que o que vemos no Brasil é a formação do pacto social-democrata tipo europeu, onde a esquerda cede de um lado, a direita cede de outro, formando um pacto social central, onde parte dos recursos públicos são destinados aos programas sociais”, afirmou o diretor do instituto. Ele também relaciona as avaliações positivas aos números da economia.
A pesquisa também abordou a questão dos cartões corporativos.
* Colaborou Carolina Pimentel
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