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Brasília - A criação
da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi debatida durante audiência pública de três horas na Comissão de Educação
do Senado. Os temas mais
levantados pelos senadores foram o uso de uma medida provisória
para a criação da empresa e a questão da sede. A MP determina que a EBC tenha "sede e foro na cidade do Rio de Janeiro e escritório central na cidade de Brasília". Os debatedores convidados mostraram posição favorável à criação
de uma TV pública, ressaltando alguns pontos a serem
garantidos em suas respectivas áreas.
O diretor-geral da Associação
Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert),
Flávio Cavalcanti Júnior, elogiou o conselho curador da nova empresa e disse que é importante que a TV Brasil tenha
audiência. “Persigam a audiência, sim. A TV pública
tem um conselho de causar inveja a todas as TVs privadas, as melhores
cabeças pensantes. É um desperdício, e ela não
estará cumprindo seu papel se não chegar a muitas
pessoas. Mas, claro, com qualidade, do modo a que se propôs.”
O
vice-presidente da TV Bandeirantes e consultor jurídico da
Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra), Walter
Vieira Ceneviva, destacou a
importância de se deixar claro que a TV pública não
compete com a TV privada. “A relação deve ser de
complementariedade, impedindo que os negócios de uma
inviabilizem a outra”. Para que isso aconteça, ele disse que a forma
de captação de recursos das duas modalidades de TV não
pode ser a mesma.
O senador Pedro Simon
(PMDB-RS) lamentou que a TV pública tenho sido instituída
por medida provisória, e não por projeto de lei,
mas disse que será difícil votar contra a sua criação.
“Estou emocionado. A criação da TV pública é
um dos momentos mais importantes da história do país”.
Simon alegou sentir falta de maior discussão sobre o tema.
A diretora-presidente
da EBC, Tereza Cruvinel, avaliou como positiva a audiência. “Acho que foi uma
boa oportunidade de discussão, conseguimos esclarecer alguns
aspectos que ainda não eram de pleno conhecimento dos
senadores. Isso foi muito bom e esperamos debater mais no Senado,
porque na Câmara já conversamos muito”.
Cruvinel considerou reduzida a chance de rejeição da medida provisória pela
Câmara dos Deputados e disse que sentiu receptividade nos senadores de oposição presentes à audiência.
A mesa do debate também foi
composta pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF), presidente da Comissão
de Educação da Casa, pelo presidente da Associação
Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), Alexandre Annenberg, e pelo presidente da Associação
Brasileira de Imprensa (ABI), Oscar Maurício de Lima Azedo.
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