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19 de Fevereiro de 2008 - 19h27 - Última modificação em 19 de Fevereiro de 2008 - 19h27


Extinção de fumódromos é vista com preocupação por comerciantes e clientes

Morillo Carvalho
Repórter da Agência Brasil

 
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Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
Brasília - Num tradicional bar da capital federal, as amigas Ana Paula de Jesus e Bruna Bertelli falam à Agência Brasil sobre a intenção do Ministério da Saúde de acabar com os fumódromos
Brasília - Num tradicional bar da capital federal, as amigas Ana Paula de Jesus e Bruna Bertelli falam à Agência Brasil sobre a intenção do Ministério da Saúde de acabar com os fumódromos
Brasília - Num dos restaurantes mais antigos e tradicionais de Brasília, a possibilidade de extinção de locais destinados ao fumo é vista com preocupação, tanto por um dos sócios, quanto por freqüentadores – fumantes ou não.

Mesmo não sendo fumante, a massoterapeuta Bruna Bertelli, 21 anos, é contra a medida.

“Eu não fumo, mas não acho certo você privar alguém do seu direito. Se ele [o governo] libera para você fumar, então você pode fumar em qualquer lugar, desde que não interfira no espaço do outro. Não me importo que quem use [cigarros], fume em seu espaço”, defende.

O Ministério da Saúde encaminhou uma minuta de projeto de lei à Casa Civil, responsável pela redação de medidas propostas pelo governo, para acabar com os ambientes destinados ao consumo de tabaco em ambientes fechados – inclusive particulares. A Casa Civil vai encaminhar a proposta ao Congresso Nacional. Se aprovada, a medida poderá acabar com os fumódromos.

A estudante de Engenharia Florestal Ana Paula de Jesus, 22 anos, amiga de Bruna, é fumante e também é contra a medida. “Se o governo permite que a gente compre o cigarro e fume o cigarro, porque é que a gente não pode fumar nos estabelecimentos?”, indaga.

A resposta aos questionamentos é da sanitarista da divisão de Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (Inca) Vera Colombo. “A política de governo não é uma proibição total. Simplesmente o que se busca é o controle. O caminho não é proibir o cultivo e a comercialização, é informar a população e controlar alguns aspectos como a publicidade e o consumo em locais impróprios.”

Um dos sócios do restaurante brasiliense, Francisco Emílio Dantas, acredita que a medida é positiva. No entanto, vê com preocupação a estratégia adotada, pois o consumidor já está acostumado a fumar no ambiente.

“Eu acho que o governo tem que fazer isso, já que o fumo acaba gerando ônus alto para o Estado. Mas tem que fazer a longo prazo, de maneira que conscientize, eduque bem os fumantes com campanhas, e que seja ao longo de um tempo maior, não de uma hora para outra, pois isso mexe com a cultura e o perfil das pessoas que freqüentam ambientes como este”, afirma.


 


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