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Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
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Brasília - Num tradicional bar da capital federal, as amigas Ana Paula de Jesus e Bruna Bertelli falam à Agência Brasil sobre a intenção do Ministério da Saúde de acabar com os fumódromos
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Brasília - Num dos restaurantes
mais antigos e tradicionais de Brasília, a possibilidade de
extinção de locais destinados ao fumo é
vista com preocupação, tanto por um dos sócios,
quanto por freqüentadores – fumantes ou não.
Mesmo não sendo
fumante, a massoterapeuta Bruna Bertelli, 21 anos, é contra a
medida.
“Eu não fumo, mas não acho certo você
privar alguém do seu direito. Se ele [o governo] libera para
você fumar, então você pode fumar em qualquer
lugar, desde que não interfira no espaço do outro. Não
me importo que quem use [cigarros], fume em seu espaço”,
defende.
O Ministério da
Saúde encaminhou uma minuta de projeto de lei à
Casa Civil, responsável pela redação de medidas
propostas pelo governo, para acabar com os ambientes destinados ao
consumo de tabaco em ambientes fechados – inclusive particulares. A
Casa Civil vai encaminhar a proposta ao Congresso Nacional. Se
aprovada, a medida poderá acabar com os fumódromos.
A estudante de
Engenharia Florestal Ana Paula de Jesus, 22 anos, amiga de Bruna, é
fumante e também é contra a medida. “Se o governo
permite que a gente compre o cigarro e fume o cigarro, porque é
que a gente não pode fumar nos estabelecimentos?”,
indaga.
A resposta aos questionamentos é da sanitarista
da divisão de Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer
(Inca) Vera Colombo. “A política de governo não é
uma proibição total. Simplesmente o que se busca é
o controle. O caminho não é proibir o cultivo e a
comercialização, é informar a população
e controlar alguns aspectos como a publicidade e o consumo em locais
impróprios.”
Um dos sócios do restaurante
brasiliense, Francisco Emílio Dantas, acredita que a medida é
positiva. No entanto, vê com preocupação a
estratégia adotada, pois o consumidor já está
acostumado a fumar no ambiente.
“Eu acho que o governo tem
que fazer isso, já que o fumo acaba gerando ônus alto
para o Estado. Mas tem que fazer a longo prazo, de maneira que
conscientize, eduque bem os fumantes com campanhas, e que seja ao
longo de um tempo maior, não de uma hora para outra, pois isso
mexe com a cultura e o perfil das pessoas que freqüentam ambientes
como este”, afirma.
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