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Brasília - O médico
brasileiro Mohamed Kassen Omais está preso no Líbano
desde a última sexta-feira (15), acusado de terrorismo.
Segundo a família do médico, ele foi confundido com um
homônimo cujo nome consta de uma lista de terroristas
procurados.
Mohamed viajava com a
esposa, a pediatra Gisele do Couto Oliveira. Os dois foram buscar os
filhos que passavam as férias na casa dos avós
paternos, no Vale do Bekaa, região leste do país. Ao
desembarcar em Beirute, o casal foi abordado por policiais. Gisele foi avisada que Mohamed teria que responder a algumas
perguntas, e que ela deveria ir embora porque o interrogatório
iria demorar. Desde então ela não o viu mais.
O irmão de
Mohamed, o também médico Ali Kassen Omais, confirmou a
prisão à Agência
Brasil, por telefone, esta tarde. “Ficamos sabendo da
prisão no sábado (16). No mesmo dia, eu procurei entrar
em contato com a embaixada brasileira no Líbano para saber o
que estava acontecendo. Como era sábado, ela estava fechada.
Meus pais esperaram até a segunda-feira (18) para comunicar o
que tinha ocorrido”, contou Ali.
Segundo ele, desde que
foi informada a embaixada tem dado assistência à
família.
Ali acredita que
Mohamed teria sido confundido com uma pessoa que tem o mesmo nome,
mas que vive no sul do Líbano. “Até os nomes dos pais
são idênticos, e a polícia libanesa quer ter
certeza de que não se trata do meu irmão”.
Ali garante que Mohamed
não tem qualquer ligação com grupos políticos
ou terroristas. “Ele nunca teve nenhuma ligação
política, nem mesmo no Brasil, que dirá fora do país.
O único vínculo do meu irmão com o Líbano
é que nossos pais são libaneses e hoje vivem lá.
Meu irmão nasceu, se formou e sempre morou no Brasil”.
De acordo com Ali, há
muitos anos Mohamed não visitava o país de seus pais.
Até esta manhã,
a família não tinha idéia de onde o médico
brasileiro se encontrava. “Meu pai só sabe que, até
ontem (19), o Mohamed estava sendo interrogado pelo serviço de
inteligência libanês. Agora, em que lugar, não
sabemos. Meu irmão telefonou duas vezes para os meus pais e
disse que tem sido bem tratado e que não tem tido maiores
problemas, mas estamos ansiosos para saber o por quê desta
prisão”.
Ainda surpreso com o
episódio, Ali garante que tudo não passa de uma
confusão. “Meu irmão, e toda a família, foi
surpreendida. Esperamos que isso logo seja esclarecido perante a
Justiça libanesa”.
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