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20 de Fevereiro de 2008 - 20h32 - Última modificação em 20 de Fevereiro de 2008 - 20h32


Para chanceler, reunião vai "dinamizar laços políticos e comerciais" com nações árabes

Ana Luiza Zenker*
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A confirmação dos vínculos comerciais entre a América do Sul e os países árabes e o desenvolvimento de políticas multilaterais foram os principais eixos da abertura da 2ª Reunião de Ministros das Relações Exteriores da América do Sul e dos Países Árabes (Aspa), que reúne hoje (20) e amanhã (21) em Buenos Aires, capital da Argentina, representantes de 34 nações das duas regiões.

Em seu discurso de abertura, o chanceler da Argentina, Jorge Taiana, disse que "para os argentinos estas reuniões também são expressão do processo de fortalecimento de nossa própria região", e manifestou que o objetivo principal é "dinamizar os laços políticos, comerciais e tecnológicos" com as nações árabes.

"Devemos unir esforços pela Rodada de Doha, para que seja a rodada do desenvolvimento, sem maiores concessões aos países desenvolvidos", enfatizou o ministro, que também destacou a iniciativa da Aliança de Civilizações como "uma possibilidade formidável" para a integração entre o Ocidente e o Oriente.

O chanceler argentino afirmou que foi registrado um forte crescimento do comércio entre as duas regiões durante os últimos anos, mas que ainda restam "assinaturas pendentes" em matéria de barreiras comerciais.

Taiana lembrou ainda o compromisso assumido pelos chefes de Estado das duas regiões durante o encontro de 2005, em Brasília, a favor de desenvolver trabalhos conjuntos nos fóruns multilaterais.

Sobre a questão palestina, o chanceler pediu que sejam dados "passos significativos para solucionar o conflito" e reiterou a postura argentina da existência de "dois Estados para dois povos". Ele ainda acrescentou que os dois povos contam na América do Sul com uma "comunidade de países amigos" dispostos a colaborar com o processo de paz.

O ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita, o príncipe Saud Al-Faisal, afirmou que não se pode tolerar "o que Israel está fazendo ampliando as colônias e humilhando o povo palestino com castigos coletivos". Al-Faisal assegurou que as nações árabes rejeitam "o terrorismo em todas as suas formas", mas admitiu que esse fenômeno "se prolifera nos povos que sofrem desespero e frustração".

O presidente da Liga dos Países Árabes, Amir Moussa, destacou a implementação de um intercâmbio comercial como princípio de cooperação econômica entre as duas regiões e informou que o movimento econômico passou de US$ 8 milhões em 2004 para US$ 13 milhões em 2007.

Esse intercâmbio se deu majoritariamente com o Brasil, enquanto que no último ano o crescimento comercial da Argentina com os países da Liga Árabe aumentou em 120%. Foram exportados commodities e manufaturados de origem agrícola por US$ 3 bilhões, especialmente para Argélia, Egito, Marrocos e Arábia Saudita. Foram importados combustíveis, fertilizantes e enxofre.

*Com informações da Agência Telam.

 


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