O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou
hoje (20), durante a abertura da 2ª Reunião de Ministros das Relações
Exteriores da América do Sul e dos Países Árabes (Aspa), que o encontro
"marca a consolidação definitiva da aproximação entre os países árabes
e sul-americanos, tão estimada pelo presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva]".
Ao explicar o porquê da reunião, Amorim disse que "se trata de romper
as barreiras psicológicas que dividem as regiões, e que pode ser o
interesse de alguns países desenvolvidos mantê-las para que a relação
se dê a partir da visão dos mais ricos", mas indicou que o encontro
"rompe definitivamente essa barreira".
O chanceler brasileiro disse que "a paz é o objetivo principal" e
concordou com o príncipe e ministro de Relações Exteriores da Arábia
Saudita, Saud Al-Faisal, de que "a pobreza é onde germina o terrorismo".
Amorim destacou ainda a importância da relação bilateral entre Brasil e
Argentina, um dia antes da visita oficial que o presidente Lula fará à
presidente argentina, Cristina Kirchner, ao assegurar que para o Brasil
a relação com o país vizinho "é a mais estratégica de nossas relações".
Durante o encontro, os dois presidentes abordarão assuntos bilaterais.
No sábado (23) pela manhã, o presidente da Bolívia, Evo Morales, se
somará a seus colegas em um café da manhã de trabalho que terá foco na
questão energética.
Amorim também destacou a "abertura de linhas aéreas" para aprofundar os laços comerciais e fez um convite para aumentar a
cooperação na área de ciência e tecnologia, porque "não é possível que sempre
nosso desenvolvimento tecnológico seja dependente do que vem dos
Estados Unidos e da Europa".
Amanhã (21) será realizada a segunda sessão plenária da reunião quando será divulgada a Declaração de Buenos Aires.