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20 de Fevereiro de 2008 - 18h52 - Última modificação em 20 de Fevereiro de 2008 - 19h52


Cônsul do Brasil em Beirute acompanha situação de brasileiro preso sob suspeita de terrorismo

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores informou hoje (20) que o cônsul-geral do Brasil em Beirute, Michael Gepp, está acompanhando de perto o caso do médico brasileiro Mohamed Kassen Omais, preso no Líbano na última sexta-feira (15), acusado de terrorismo.

A assessoria não confirmou a acusação contra Mohamed, mas explicou que mesmo que tivesse sido informada do real motivo da prisão, não poderia divulgá-la, a fim de preservar o próprio médico.

Segundo o Itamaraty, o cônsul brasileiro está verificando junto às autoridades libanesas se Mohamed está sendo bem tratado, em que condições ele está preso e se os seus direitos estão sendo garantidos.

O ministério não comentou as declarações do irmão de Mohamed, Ali Kassen Omais. Ele disse à Agência Brasil que seus pais, que vivem no Líbano, e a esposa de Mohamed, a também médica Gisele do Couto Oliveira, não puderam visitar Mohamed desde que ele foi preso, e sequer sabem onde ele está.

Quanto à informação de Ali de que o consulado estaria fechado no dia que ele soube da prisão, no sábado (16), a assessoria do Itamaraty informou que em todos os consulados brasileiros há funcionários de plantão nos finais de semana, e que os telefones de contato podem ser obtidos no site do ministério.

Mohamed foi preso ao desembarcar em Beirute. Ele viajava acompanhado por sua esposa. O casal foi buscar os filhos, que passavam as férias na casa dos avós paternos, no Vale do Bekka, região leste do país, onde também planejava passar duas semanas.

Segundo a família do médico, ele foi confundido com um homônimo que consta de uma lista de terroristas procurados.




 


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