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Brasília - A assessoria de
imprensa do Ministério das Relações Exteriores
informou hoje (20) que o cônsul-geral do Brasil em Beirute,
Michael Gepp, está acompanhando de perto o caso do médico
brasileiro Mohamed Kassen Omais, preso no Líbano na última
sexta-feira (15), acusado de terrorismo.
A assessoria não
confirmou a acusação contra Mohamed, mas explicou que
mesmo que tivesse sido informada do real motivo da prisão, não
poderia divulgá-la, a fim de preservar o próprio
médico.
Segundo o Itamaraty, o
cônsul brasileiro está verificando junto às
autoridades libanesas se Mohamed está sendo bem tratado, em
que condições ele está preso e se os seus
direitos estão sendo garantidos.
O ministério não
comentou as declarações do irmão de Mohamed, Ali
Kassen Omais. Ele disse à Agência Brasil que seus
pais, que vivem no Líbano, e a esposa de Mohamed, a também
médica Gisele do Couto Oliveira, não puderam visitar
Mohamed desde que ele foi preso, e sequer sabem onde ele está.
Quanto à
informação de Ali de que o consulado estaria fechado no
dia que ele soube da prisão, no sábado (16), a assessoria do Itamaraty
informou que em todos os consulados brasileiros há
funcionários de plantão nos finais de semana, e que os
telefones de contato podem ser obtidos no site do ministério.
Mohamed foi preso ao
desembarcar em Beirute. Ele viajava acompanhado por sua esposa. O
casal foi buscar os filhos, que passavam as férias na casa dos
avós paternos, no Vale do Bekka, região leste do país,
onde também planejava passar duas semanas.
Segundo a família
do médico, ele foi confundido com um homônimo que consta
de uma lista de terroristas procurados.
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