



|
Manaus - Pelo menos duas pessoas ainda estão desaparecidas no Rio Amazonas,
nas proximidades da comunidade Novo Remanso, localizada a cerca de 90
quilômetros da capital. Eles eram passageiros do barco Almirante Monteiro, que saiu de Alenquer, no Pará, com destino a Manaus, e naufragou por volta
das 22h30 de ontem (20). Segundo o comando do Corpo de Bombeiros do
Amazonas, foram encontrados 11 corpos, entre eles os de quatro crianças.
O
naufrágio ocorreu após o choque do barco com uma balsa de transporte de
combustível, que navegava em sentido oposto. Uma equipe da Polícia
Civil estava perto do local e percebeu que
a balsa foi deslocada sem que ninguém tivesse prestado socorro às
vítimas. Por isso os policiais se apressaram para ajudar os passageiros
e acabaram transportando 92 pessoas até a Vila Novo Remanso, a
comunidade mais próxima dali, numa viagem que durou dez minutos para
deixar em terra firme os náufragos.
Pouco depois do acidente, o Comando do 9º Distrito Naval determinou a ativação de um plano de resgate
das vítimas. As buscas começaram durante a madrugada e
permaneceram ao longo do dia. Só foram encerradas por
volta das 20h (horário de Brasília), "quando já estava escuro e o rio,
bastante agitado", informou o comandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas, coronel Antônio
Dias.
Segundo
Dias, ainda não se sabe exatamente quantos passageiros estavam no barco
no momento do acidente, porque de acordo com o comandante, 70 passageiros e 12 tripulantes saíram de Alenquer,
mas houve outros embarques ao longo do trajeto. Ainda assim, ele
disse não acreditar em superlotação, já que a capacidade desse
barco era transportar até 165 passageiros. A viagem entre as duas
cidades tem duração aproximada de 20 horas."As listas dos passageiros também afundaram e por isso
não dá para saber, ainda, exatamente quantas pessoas estavam embarcadas.
Somando os números que temos, verificamos que a quantidade está aquém da capacidade do barco", declarou.
O
comandante do posto policial militar de Novo Remanso, Raimundo Nonato
Pimentel, ajudou a prestar os primeiros atendimentos aos sobreviventes e disse que chovia na hora do naufrágio: "O desespero era total, os próprios moradores da vila nos ajudaram, abrigando crianças e os mais velhos, fornecendo agasalhos. Ao mesmo tempo, acionamos os bombeiros, a Capitania dos
Portos e a Defesa Civil, inclusive de Itacoatiara, a cidade mais
próxima daqui."
Dos 92 sobreviventes, 72 foram levados para Manaus e 20 voltaram para o Pará. A Marinha informou que vai instaurar inquérito para apurar o que ocorreu.
|
|