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21 de Fevereiro de 2008 - 11h13 - Última modificação em 21 de Fevereiro de 2008 - 11h13


Governo do Timor Leste quer prorrogar estado de sítio

Kelly Oliveira*
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O governo do Timor Leste pediu hoje (21) a prorrogação do estado de sítio em vigor no país, durante reunião extraordinária do Conselho de Ministros.

Depois dos ataques ao primeiro-ministro Xanana Gusmão, que escapou ileso, e ao presidente e Prêmio Nobel da Paz, José Ramos-Horta, internado em Darwin, na Austrália, foi decretado o estado de sítio no Timor, com recolher obrigatório entre as 20h e as 6h. A medida estará em vigor até o próximo dia 23.

"A situação de calmaria que o país tem vivido nos últimos dias não pode fazer esquecer que os elementos do grupo que atentou gravemente contra a ordem constitucional democrática do Timor Leste continuam à solta e impunes", afirma em comunicado o 4º Governo Constitucional.

"A liberdade desse grupo criminoso prolonga uma situação de ameaça muito séria aos órgãos de soberania e à população em geral que não pode nem deve continuar", diz o comunicado ao explicar os motivos do pedido do governo liderado por Xanana Gusmão ao presidente da República interino, Fernando "La Sama" de Araújo.

Segundo o comunicado, as autoridades policiais e militares, com o apoio do Judiciário, têm realizado operações de busca dos integrantes do grupo e de seus cúmplices. Essas operações devem ser mantidas ainda por algum tempo para acabar com a ameaça. O comunicado não define por quanto tempo o estado de sítio deve ser prolongado.

Um grupo liderado pelo ex-tenente Gastão Salsinha, depois da morte do major Alfredo Reinado, está foragido desde 11 de fevereiro, data do atentado.

O presidente do Timor Leste continua internado em recuperação. Segundo a Agência Lusa, ele pergunta pela família e amigos, mas ainda não falou sobre o ataque que sofreu em 11 de fevereiro em Dili.

O Royal Darwin Hospital informou, no último boletim médico,  que Ramos-Horta "acorda lentamente da sedação e disse algumas palavras aos familiares".

Os médicos dizem também que o presidente deverá continuar na Unidade de Tratamento Intensivo e provavelmente será submetido a "outra cirurgia menor". Ramos-Horta passou por uma primeira intervenção ainda em Dili e já foi operado quatro vezes no hospital de Darwin.

Segundo a Agência Lusa, os médicos australianos têm se mostrado confiantes na recuperação do presidente. Eles admitem que Ramos-Horta pode ter alta do hospital em três semanas e que a recuperação total se dará em um prazo de seis meses.



*Com informações da Agência Lusa
 


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