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Brasília - O Ministério das Relações Exteriores (MRE) afirmou hoje (21) que o serviço consular brasileiro
agiu "com o que estava ao seu alcance", junto às autoridades de
imigração da Espanha para resolver o caso da física brasileira Patrícia
Camargo Magalhães, que ficou presa por três dias no aeroporto de Madri. Entretanto, segundo o ministério, a decisão de deixar ou não uma estrangeira
entrar no país cabe exclusivamente às autoridades de imigração locais.
"Nós ligamos lá no consulado, em Madri, explicando o caso dela e
pedindo que o consulado fizesse o possível, e o consulado entrou em
contato com o aeroporto, confirmou que ela estava detida e enviou uma
correspondência para as autoridades migratórias pedindo atenção ao caso
dela", afirmou o diretor do MRE Eduardo Gradilone, em entrevista à TV
Brasil.
Patrícia Magalhães ficou presa por três dias no aeroporto de Madri,
capital da Espanha, onde faria uma conexão para Lisboa, capital de
Portugal. Ela participaria de um congresso internacional de física, no qual apresentaria um projeto em conjunto com o seu orientador no curso
de mestrado na Universidade de São Paulo (USP).
Segundo a assessoria do Ministério das Relações Exteriores (MRE), o
consulado tentou retornar a ligação da brasileira, mas não conseguiu,
pois no telefone do qual ela ligou ninguém atendia.
O Itamaraty afirmou ainda que tanto o ministério quanto o consulado na
Espanha estão preocupados com o aumento no número de brasileiros que
não são admitidos no país, registrado recentemente. O consulado,
inclusive, já demonstrou essa preocupação em uma nota oficial enviada a
Brasília.
O MRE informa que qualquer brasileiro no exterior pode buscar ajuda nos
consulados e postos do Brasil em vários países. Para quem ainda vai
viajar, estão disponíveis informações sobre como evitar problemas na
página na internet de Apoio a Brasileiros no Exterior
(www.abe.mre.gov.br).
O ministério lembra que é um direito das autoridades de migração de
qualquer país dizer quem está ou não autorizado a entrar no território. Mesmo com um visto de entrada, uma pessoa pode ser barrada,
por qualquer outro motivo, a critério das autoridades locais. "O visto
é apenas uma expectativa de entrada", explica a assessoria.
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