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21 de Fevereiro de 2008 - 20h03 - Última modificação em 21 de Fevereiro de 2008 - 20h36


Estrangeiros têm interesse no Complexo Petroquímico do Rio, revela Petroquisa

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O presidente da Petroquisa, José Lima Neto, revelou hoje (21) que pelo menos três grupos estrangeiros já procuraram a Petrobras interessados em participar da composição acionária do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), um projeto que envolve investimentos de US$ 8,4 bilhões.

Segundo Lima Neto a participação dos sócios estrangeiros poderia implicar em contrapartidas em produtos nos primeiros anos de funcionamento do pólo.

“É evidente que o Comperj terá excedente de produção em um primeiro momento, e é neste excedente que os grupos estrangeiros estão interessados. Eles poderiam fornecer tecnologia e em troca comprar parte da produção inicial do Comperj”, explicou.

Embora Lima Neto tenha esclarecido que não há qualquer impedimento na lei sobre a participação de sócios estrangeiros no projeto a ser implantado em Itaguaí, a intenção inicial da Petrobras é a de fortalecer e dar prioridade aos grupos nacionais.

“Evidentemente que queremos fortalecer os grupos nacionais e estamos negociando neste sentido. Mas por enquanto estamos ainda na fase de estudos e não há previsão sobre a definição da composição acionária do projeto. Há o Grupo Ultra, nosso parceiro de primeiro momento, assim como o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] que também tem interesse em participar do projeto. Mas, repito, estamos ainda em início de conversa”.

Ao participar da solenidade de abertura do Fórum de Planejamento Estratégico do Comperj, organizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o presidente da Petroquisa afirmou que, apesar da indefinição em relação à composição acionário do projeto, o cronograma de implantação do pólo está mantido e o início as obras de terraplenagem começarão no final de março.

O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro é o maior empreendimento industrial das últimas décadas no Brasil e um dos maiores do mundo no setor petroquímico.

O complexo vai gerar mais de 200 mil empregos diretos e indiretos e terá capacidade para processar 150 mil barris por dia de petróleo pesado proveniente da Bacia de Campos, para produzir matéria-prima petroquímica e derivados.




 


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