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Brasília - Agentes de segurança
pública, delegados, defensores públicos, juízes,
assistentes sociais, psicólogos e outros profissionais
envolvidos na aplicação de penas alternativas -
previstas pela Lei 11.343/06 - devem participar nos próximos
meses de um curso de capacitação. A iniciativa faz
parte de um acordo assinado nesta semana pelos ministros Jorge
Armando Félix, do Gabinete de Segurança Institucional,
e Tarso Genro, da Justiça, em Porto Alegre (RS).
O objetivo do curso é ensinar aos
profissionais como aplicar a lei que trata do cumprimento de penas
alternativas para os usuários de drogas. Entre as penalidades
previstas estão a prestação de serviços
comunitários, participação de cursos de
orientação e advertências que visam a recuperação
e a reabilitação dos dependentes, além da
diminuição dos casos de reincidência.
A capacitação é uma
iniciativa do Fórum Nacional de Juizados Especiais (Fonaje) e
deve acontecer ainda no primeiro semestre de 2008. O curso é fruto de uma parceria entre o
Gabinete de Segurança Institucional e o Fonaje e ocorrerá
em três fases. A primeira consistirá no curso de
capacitação. Na segunda fase, serão realizados
seminários regionais de boas práticas e, na terceira,
será realizado um projeto piloto para o desenvolvimento de
metodologia específica para aplicação das penas
alternativas e medidas sócio-educativas previstas.
De acordo com o secretário Nacional
Antidrogas, Paulo Roberto Uchoa, com a lei, os usuários
deixaram de receber as mesmas punições que os
traficantes, ou seja, a prisão. “O crime praticado pelo
usuário tem menor potencial ofensivo à sociedade. Em
conseqüência disso, não há mais perda da
liberdade, mas sim a aplicação de medidas
alternativas”, disse.
Uchoa ressalta que as medidas alternativas têm
o objetivo de alertar os usuários sobre o consumo de drogas e
diminuir a reincidência de uso, mas aqueles que se recusarem a
cumprir as penas designadas pelos juízes das varas especiais
serão enquadrados no Código Penal.
Além do curso, o acordo assinado pelos
ministros prevê a ampliação do atendimento
telefônico do VivaVoz (0800 510 0015) – serviço de
informações sobre o uso indevido de drogas –, a
capacitação de conselheiros comunitários e
lideranças religiosas, a realização de estudos
do impacto do consumo de álcool e trânsito, bem como a
criação de editais de seleção para
projetos de prevenção ao consumo de drogas e à
violência.
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