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24 de Fevereiro de 2008 - 12h50 -
Última modificação
em 24 de Fevereiro de 2008 - 18h55
Indígenas reivindicam área no Setor Noroeste como “santuário de pajés”
Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
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Wilson Dias/Abr
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Brasília - Governo do Distrito Federal pretende construir novo bairro residencial nessa área de 200 hectares em Brasília. Licitação deve sair sair em 90 dias
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Brasília - O que para o governo
do Distrito Federal será um novo bairro de alto padrão
de Brasília, é considerado um “santuário de
pajés” para uma comunidade indígena que atualmente
ocupa o local. Índios das etnias Fulni-ô, Kariri-Xocó,
Korubo, Guajajara, Pankararu e Tuxá reivindicam a permanência
na área apesar dos preparativos adiantados do governo para
licitação dos lotes residenciais do Setor Noroeste, que
deverá ocorrer nos próximos 90 dias.
O plano urbanístico do novo
bairro prevê a construção de 20 quadras
residenciais para cerca de 40 mil moradores.
Um vídeo produzido pelo
Centro de Mídia Independente (CMI) para o quadro Outro Olhar,
do Repórter Brasil, noticiário da TV Brasil,
mostra a situação atual da região – que ainda
preserva a vegetação original do cerrado – e as
reivindicações dos índios. No entanto, o vídeo
não traz nenhuma informação sobre a origem ou o
tamanho da comunidade.
De acordo com a Fundação
Nacional do Índio (Funai), 32 indígenas de nove
famílias estão no local, vindos do Nordeste do país.
O órgão não reconhece a área como
território indígena. O governo do Distrito Federal
também não. “Há uma comunidade indígena
que tem que ser rebocada, que na verdade não é
autóctone [nativa], é uma ocupação
indevida”, de acordo com o secretário de Desenvolvimento
Urbano e Meio Ambiente, Cássio Taniguchi.
No vídeo do CMI, o governador
do Distrito Federal, José Roberto Arruda, questionado sobre a
retirada dos índios para a construção dos
edifícios, afirma que a “democracia exige controvérsias”
e que o governo não vai abrir mão da construção
do bairro para que os índios permaneçam na área.
A questão indígena é
uma das condicionantes apresentadas pelo Ministério Público
do Distrito Federal e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
Recursos Renováveis (Ibama) para aprovação da
licença ambiental de instalação do
empreendimento. De acordo com Taniguchi, o governo já
apresentou uma solução, que deve concretizar em breve:
vai transferir os índios para uma área próxima
ao local que ocupam atualmente, “praticamente lindeira”, segundo
o secretário.
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