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Brasília - A Comissão de Ética Pública da Presidência da República deverá discutir, durante
reunião prevista para a próxima segunda-feira (25), denúncia de
suposta irregularidade cometida pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi. De
acordo com notícias publicadas na imprensa, Lupi teria assinado
contrato de cerca de R$ 15 milhões com o Instituto de Educação e
Pesquisa Data Brasil, uma organização supostamente ligada ao PDT,
partido do ministro.
Segundo
o presidente da comissão, Marcílio Marques Moreira, é de praxe o órgão
fazer uma análise sobre fatos que surgem nos meios de comunicação.
Em
26 de dezembro do ano passado, a comissão encaminhou ao presidente Luiz
Inácio Lula da Silva documento sugerindo a demissão de Lupi por ele
ocupar, simultaneamente, o comando do Ministério do Trabalho e a presidência do PDT. Para os integrantes da comissão, o acúmulo dos cargos
é antiético e gera conflito de interesse.
O presidente Lula ainda não
deu uma resposta. No
último dia 18, ao ser questionado por jornalistas sobre quando decidirá sobre
a recomendação da comissão, o presidente evitou comentar o assunto
e mostrou-se irritado com a pergunta.
Sobre
a notícia, o ministro Carlos Lupi afirmou que não é verdadeira e voltou a dizer que está sendo perseguido politicamente. Ele já disse também que não pretende deixar a presidência do PDT, nem abandonar o
ministério, o que fará, somente se o presidente determinar.
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