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Brasília - O coordenador da Comissão de Povos e Comunidades Tradicionais do Ministério
do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Aderval Costa Filho,
informou que os governos federal e estaduais vão investir na execução da política
implantada em fevereiro do ano passado para garantir o desenvolvimento sustentável dessas comunidades.
“Nós pedimos que o governo
estadual fizesse o levantamento do Plano Plurianual para dizer exatamente
com quanto e com que prioridade vai atuar em cada comunidade
tradicional. Os recursos específicos para cada povo e
comunidade vão ser anunciados pelo governo federal em breve” , disse Costa Filho.
O Decreto 6.040/2007, que institui a Política
Nacional de Desenvolvimento Sustentável dessas comunidades, foi discutido em Salvador por representantes do governo da Bahia e a coordenação da Comissão
Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos Tradicionais.
O decreto determina que
o governo federal assuma o compromisso de construir e aprimorar
políticas públicas fundamentadas em quatro
eixos: acesso aos territórios tradicionais e aos recursos
naturais, infra-estrutura, inclusão social e fomento e
produção sustentável na Bahia.
Segundo Aderval Costa Filho, o MDS está desenvolvendo, em articulação
com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
e com a Petrobras, uma pesquisa nacional sobre povos e comunidades
tradicionais para contabilizar os que foram
historicamente esquecidos em termos de políticas públicas.
“ O objetivo dessa pesquisa é exatamente tirar da
invisibilidade essas comunidades”.
Para assegurar a
participação no projeto é preciso estar
ligado a redes sociais como Cerrado, Conselho Nacional dos
Seringueiros e Movimento Interestadual dos Quebradeiros de Coco
Babaçu, que têm representações na comissão nacional.
De acordo com o
coordenador, estima-se que as comunidade reúnam 25
milhões de pessoas, aproximadamente 5 milhões de
famílias, que ocupam cerca de 25 % do território
nacional.
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